terça-feira, janeiro 29, 2008

DE CARA NOVA!!!

O post abaixo inaugura a nova cara do meu blog. Adorei o layout que recebi de presente de uma pessoa incrivelmente especial (cujo blog "Cronicas de um Amor Louco" encontra-se relacionado nos links). É do jeito que eu queria, simples, limpo, com personalidade, sem musiquinhas, estrelinhas que seguem o mouse ou desenhos japoneses no fundo.

Espero que gostem...

Nova Lira

Inspirado livremente em poema do Paulo Leminski


Porquê todos os poetas insistem em ser complicados?

Carregam o amor como um fardo

Ou insistem em amar uma musa imaginária

sorte no azar

amor no jogo

de que me serve

jogo no amor

se o forte é uma sorte

e o amor não é o meu jogo

meu azar?

O que tem de mais dizer que o amor é uma dor ou rimá-lo com calor?

Que tal rimar Neruda com popozuda?

E me propor à transgressão

Depois da poesia maldita e marginal

Apresento a poesia fedida

Que é assim mesmo

Toda fodida

Como o meu grande amor

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Paixão

O gosto do sangue quente arranhava sua garganta

Sentiu seus pulsos rasgados

O peso da madeira sobre suas costas

Gritava pelo seu pai

Pedia que perdoasse seus algozes

Tinha a certeza de que eles não sabiam

Enfim olhou para cima e pediu perdão a si mesmo

Um filho bastardo, se prostando perante um pai imaginário

Espinhos dilaceravam sua mente

A dor

A tentação

A fraqueza

A volatidade de seu corpo

Clamou pelo pai

Que não respondia

Sentiu o vinagre macular seus lábios

O açoite temperar suas costas

Urrou

Gemeu

Sofreu

Implorou ao pai que lhe resgatasse

Quis abandonar sua missão

Mas que missão?

Olhou os que zombavam dele

Aqueles que se dispôs a salvar

Mas não viera de um ventre limpo

Os aleijados não voltaram a andar

Os leprosos não voltaram a sorrir

Lázaro não se levantou do caixão

Olhou mais uma vez para o céu

Tentou clamar pelo pai

Mas de sua garganta só saiu sangue

Sentia as dores e o desespero de um homem comum

Viu a chuva lavar sua vida