terça-feira, dezembro 25, 2007
Então é natal...
Quase todas as pessoas ficam felizes, satisfeitas, generosas nessa época do ano. Eu não.
Por vários motivos. Um deles está afetando o meu natal pela primeira vez... quem me conhece sabe do que falo, e quem não conhece, não tem porque saber. Mas aconteceu ano passado, dia 27 de dezembro.
Esse ano mudei muito. Quem me conhece a fundo, sabe que isso não é passageiro, faz parte de um processo de amadurecimento e encrudescimento interior. Infelizmente, o egoísmo impede algumas pessoas de perceber que eu não estou "passando por um momento", que EU MUDEI, e não vou mais ser bobo da corte, nem super herói, pronto a resgatar todos das suas encrencas. Essas pessoas prefiro manter longe. Elegi alguns poucos amigos, a quem vou continuar movendo mundos e fundos... por saber que na hora em que preciso, ao menos a paciência para ser ouvido vou encontrar. Não quero mais aquelas pessoas que acham que vou superar todos os meus problemas sozinho, e ainda ter tempo para cumprir com a "minha obrigação" de resolver os deles. Por ora me vêm a mente quatro pessoas que terão esse privilégio, são quatro pessoas muito especiais, que nesse ano me ofereceram muito mais do que pediram a mim... embora algumas possam achar o contrário.
Essa última semana, me peguei chorando por várias vezes. Talvez eu chore por causa daquela ferida aberta, há um ano atrás, dura de cicatrizar, e crio problemas ilusórios para justificar minha tristeza. Ou quem sabe eu choro por vários problemas e canalizo tudo nessa ferida, simplesmente para ter apenas uma justificativa. Me esforço para não descobrir isso... talvez seja o melhor, esperar passar sem querer descobrir o "porquê".
A verdade é que às vezes eu "jogo a culpa" da minha tristeza nos outros. Acho que estou mal porque uma ou outra pessoa deu uma mancada, ou não está me trata como "deveria". E uma dessas quatro pessoas especiais, me fez entender, de uma maneira meio estranha, que às vezes a melhor coisa é controlar um pouco meus instintos. Não querer dar uma "anestesia local" na minha dor, despejando tudo o que sinto no momento. Até porque... corro o risco de na pressa, amputar a perna errada... e aí, como diria o poeta... "fodeu!!".
Estou tentando selecionar melhor minhas angústias... e tratar de algumas delas sozinho. Não quero ser um cara "pesado", arrastando milhares de medos cada vez que passo por algum lugar. Se eu continuar assim, vai chegar um momento, que de tão negativo, vou passar na frente da Fotoptica e sair revelado.
Muito obrigado meus amigos!!! Vocês são mesmo muito especiais para mim... e todo o tempo do mundo não vai ser o suficiente para que eu demonstrar minha gratidão.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Espero que alguém me entenda
Ou cansa?
É pouca minha espera?
É muito o que espero?
É muito uma palavra?
Me fazer crer?
Responder sem perguntar?
Perguntar só para responder?
Talvez o pouco seja muito
O tempo seja pouco
O muito seja o tempo
Pensamentos e sentimentos
Desnecessário
Cansar?
Descansar
Desencanar?
Desenrolar?
Uma vida paralela?
Só isso?
Assumir a vergonha e o medo
Assumir é vergonha ou medo?
O medo da vergonha?
Não há o que assumir?
Talvez não seja nada
Talvez seja tudo
O tudo pode virar nada
O tempo faz o nada virar tudo?
Tenho tanto tempo?
Sou tão fraco quanto penso?
Ou penso tão fraco quanto sou?
O tempo descansa
Mas também cansa
Um dia o tempo acaba
E chega de ensinar e de aprender
domingo, dezembro 09, 2007
O JORNAL
Sentou no ponto de ônibus, abriu seu jornal e começou a ler. Ficou por lá uns quinze minutos, até que um senhor o abordou. “Perdão rapaz, posso saber porque está lendo o jornal de ponta cabeça?”. Ele levantou, dobrou o jornal e retrucou:
— Quem disse que eu leio o jornal de ponta cabeça?”
— Ninguém precisa dizer... basta olhar para o seu jornal, olhe, as letras estão de ponta cabeça...”
— As letras não estão de ponta cabeça.
— Como não, diabos, me dê esse jornal...
Pegou o jornal, girou 180 graus e apontou o mesmo dizendo:
— O senhor é alguma espécie de louco, o jornal se lê dessa maneira... assim as letras fazem sentido.
— O senhor é que deve ser alguma espécie de louco, está me apontando o jornal de ponta-cabeça.
— Pelo amor de Deus... eu não creio que você seja capaz de ler assim. No mínimo é analfabeto e está fingindo que lê!!!
Nisso, o homem aponta uma foto, com violência, quase furando a página com o dedo, exclamando:
— Se vai fingir que lê, pelo menos olhe a foto... como ela faz sentido agora.
— O senhor está me deixando irritado, vêm aqui, pega meu jornal diz que estou lendo ele de ponta cabeça e agora quase rasga ele, me devolva isso.
Quando puxa o jornal, o senhor segura, fazendo resistência, não querendo entregar o jornal. Puxa para si e olha a data:
— Não é possível, 28 de fevereiro de 1996. O senhor está lendo um jornal de quase doze anos atrás, e de ponta-cabeça.
— Meu amigo... em que mundo o senhor está? Eu comprei esse jornal hoje, mal comecei a ler. De repente o senhor aparece, diz que está de ponta-cabeça e é de doze anos atrás. Devolve esse jornal ou eu chamo a polícia.
— Polícia!!! Eu vou chamar o hospício. Meu amigo, você precisa de ajuda médica, não é possível...
De repente uma senhora resolve intervir na situação.
— Calma amigos, deixe ver esse jornal... aí eu lhes digo qual o lado e a data certa, tudo bem?
Os dois concordam, e o jornal é entregue a mulher. Ela observa com atenção e dá o veredicto:
— Não é possível... os dois estão loucos... isso não é um jornal e sim uma lista telefônica.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Como chamam...
Há pessoas que aparecem em alguns momentos da vida, nos arrancam alguns sorrisos, uma ou outra risada e um momento de bem-estar. Chamo essas pessoas de COLEGAS.
Há outras que se preocupam em me ligar, saber como estou, e sentem falta quando não me vêem por muito tempo. Sabem respeitar meus momentos de mau-humor e não concordam com tudo o que falo. Chamo de meus AMIGOS
Algumas sabem mais sobre mim do que eu imagino. Se preocupam com meu bem-estar e me fazem não ter vergonha de chorar. São meus melhores alunos e meus professores mais competentes; Chamo elas de VERDADEIROS AMIGOS.
Pouquíssimas pessoas na vida souberam entender meu coração, dar carinho na hora certa, me fizeram sentir um homem completo e querer ser melhor. Me fizeram ter vontade de cantar, dançar e pular. Chamo-as de minhas PAIXÕES
Há também quem não precise esperar hora certa, pois a hora junto sempre é certa. Que ao discordar de mim o faça com classe e ao concordar, tenha firmeza. E quando bate a vontade de dançar, sequer precisamos de música. Que diz mais com sorrisos e olhares do que com as palavras... Alguém assim... não é preciso nem chamar...
Ultimamente pouca gente tem lido esse blog. Principalmente porque eu deixei de querer colecionar comentários elogiando o que eu escrevo. É até bom... as poucas pessoas que visitam são tão especiais que estão implícitas em quase tudo o que coloco aqui. Nesse último me refiro a uma incrivelmente especial...
É você Tânia. Uma pessoa que chegou de fininho na minha vida e quando percebi, tinha uma jóia rara nas mãos. Melhor amiga, futura esposa... com direito a casa com jardim e piano na sala...
Alguém que não me cobra nada, embora saiba que é uma das únicas que tem o direito de fazer isso...
Que me faz ter vontade de fazer muito... e ao mesmo tempo me convence de que o pouco bem feito pode ser melhor. Me dá os melhores conselhos do mundo sem perceber...
Tânia... cada dia que passa percebo como você é diferente, especial... além de ser uma mulher linda. Espero poder ocupar esse lotezinho no seu coração por muito tempo... e que venha São Lourenço, Buenos Aires, Paris e o mundo...
