Papo entre um funcionário público em horário de almoço e uma hippie recém-desperta, em uma pracinha nos Jardins, área nobre de São Paulo.
- Tá passeando?
- Não... só tô descansando... esperando passar meu horário de almoço.
- Ainda não almocei, tem cinco reais para eu comer alguma coisa?
- Tenho sim... pega aqui...
- Você trabalha por aqui?
- Aqui do lado... e você? faz o que?
- Na verdade eu tenho dinheiro, mas eu queria um dinheiro que fosse meu, entende?
- Não entendi bem não....
- Sabe quando as pessoas usas sua imagem, assim, como se fosse outra pessoa?
- Deve ser complicado...
- Sim, é muita gente me usando...
- Mas quem está usando?
- Esses caras que ficam na câmera, na TV Gazeta, na Rede Grobo...
- Sempre a Rede Grobo...
- Mas a televisão não é a culpada
- Quem é então?
- Você viu a pirâmide que o gringo construiu...
- Hmmm.. não... faz tempo que não leio jornal
- Então... ele fez uma réplica... e tá do lado da minha...
- Sua o quê?
- Pirâmide...
- E onde fica?
- Oras... no Egito...
- Interessante..
- Eu não sei onde ele arrumou tanto dinheiro para isso...
- Bom.. o papo tá bom, mas tenho que ir...
- Me passa o seu telefone antes... para eu te ligar... a gente sai pra tomar uma cerveja e bater um papo...
- Tem papel e caneta para anotar?
- Hmm... deixa eu ver minha bolsa... camisinha.... não... KY... não... seda também não serve... é... não tenho não.
- Bom.. a gente se encontra aqui mais tarde...
- Volta hoje hein gato...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Homenagem às mulheres
Gente... achei um texto fenomenal na internet... mas que para as mulheres deve fazer muito mais sentido...
O texto foi publicado no livro mulheres, Claudia Valli, Claudia Ventura, Suzana Abranches, Lucília de Assis e Carmem Frenzel no livro "Tapa de Humor não dói" da Editora Objetiva.
Mulheres que freqüentam o Resmungando, se gostarem, fiquem à vontade para reproduzirem em seus respectivos blogs. Mas se não gostarem, lembrem-se que não é a mim que devem mandar tomar no cu.
Poema de Mulher
Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
a barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?
Existem algumas versões na internet com diversos outros versos, que acredito terem sido introduzidos depois, alguns até meio fortes. Por isso, não quis incluí-los aqui.
O texto foi publicado no livro mulheres, Claudia Valli, Claudia Ventura, Suzana Abranches, Lucília de Assis e Carmem Frenzel no livro "Tapa de Humor não dói" da Editora Objetiva.
Mulheres que freqüentam o Resmungando, se gostarem, fiquem à vontade para reproduzirem em seus respectivos blogs. Mas se não gostarem, lembrem-se que não é a mim que devem mandar tomar no cu.
Poema de Mulher
Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
a barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?
Existem algumas versões na internet com diversos outros versos, que acredito terem sido introduzidos depois, alguns até meio fortes. Por isso, não quis incluí-los aqui.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Mais uma vítima...
Pois é...
Outro dia ligo a tv e vejo o Datena inflamado falando com o bandido que arrastou um moleque de seis anos. Chamando o cara de vagabundo, safado e o caralho. Agora, põe os dois frente a frente, e quero ver se o Datena é tão macho.
É tão fácil nesse mundo apontar o dedo para alguém e dizer: "vagabundo", "safado". Depois pega seu terninho, vai para casa, toma uma dose dupla de uísque e cai na cama.
Enquanto isso, na favela, Seu João chega em casa, às quatro da madrugada. Toma um gole de água e dorme num colchãozinho no chão do seu barraco. Antes dá um beijo em cada um dos três filhos, que cria sozinho depois que sua mulher os abandonou.
As nove da manhã já está de pé, toma um gole de café preto e já sai para um dos seus dois empregos. Trabalhando como faxineiro durante o dia e segurança a noite, Seu João ganha cerca de R$800,00. Quase R$200,00 gasta em vale-transporte, já que trabalha sem registro e as empresas não garantem o transporte. Com o restante sustenta seus três filhos e manda parte para sua família no Nordeste.
Datena reclama com seu motorista, que ele pegou um caminho onde o trânsito está complicado. Chega no canal estressado, mas tudo melhora na hora do almoço. A escolha é uma churrascaria, onde come o suficiente para sustentar aquele corpanzil todo.
Seu João, abre a marmita na hora do almoço. Arroz, feijão e um ovo frito. Mas ele começa a pensar que o começo do mês está próximo, e vai comprar um quilo de carne, comer com seus filhos e colocar um bifinho na marmita. Mas só uma vez por mês pode fazer isso.
Datena recebe uma ligação da escola de seu filho de quatro anos. O menino brigou com um coleguinha e tem se mostrado muito agitado, a coordenadoroa sugere que ele procure um psicólogo.
Seu João recebe uma ligação da polícia. Seu filho de dezesseis anos está detido, por tentativa de roubo de carro. Ele contidamente chora. Na primeira vez, quando seu filho, aos 14 anos roubou o walkman de seu colega de classe, Seu João pensou em lhe castigar. Mas ele passava o dia todo fora, não tinha como controlar o menino. Quando ficou sabendo que seu filho fumava maconha, mais uma vez lamentou não estar por perto. Quando ele foi pego com cola de sapateiro, verteu lágrimas ao falar com o delegado... tinha vontade de largar tudo e sumir com o menino para o Nordeste. Mas as coisas lá estão piores do que aqui.
Enquanto isso, seu filho do meio, com 12 anos cuida do caçula de cinco. Pelo menos é o que Seu João espera. Há uma semana, passou mal no trabalho e voltou cedo para casa, e teve que arrancar um cigarro da boca do menino de 12 anos.
O delegado berra aos ouvidos de Seu João. Diz que a culpa é dele por não saber educar o garoto. De seu rosto ossudo e chupado, ele lamenta por não poder ter dado o walkman que seu filho pediu no aniversário de 14 anos.
Os dois outros filhos saem por volta do meio-dia. Passam na casa de uma vizinha onde o menor fica. O outro segue em frente, rumo à escola. A primeira aula é vaga, já que há um mês o professor de história saiu em licença médica e não arrumaram substituto. Enquanto senta no banco em frente à quadra, vê que começa uma briga. O funcionário da escola, há poucos metros finge que não vê a confusão. É quando chega seu amigo, que traz um baseado para compartilharem durante o espetáculo.
O filho de 17 anos de Datena pede trezentos reais ao pai. Afinal, ele precisa levar a namorada para jantar em um lugar legal e comprar um bom presente. Datena dá um sermão sobre o valor do dinheiro, mas entrega a grana, dá um sorrisinho orgulhoso e alerta ao filho sobre o uso de preservativos. Com cem reais, compra o presente e paga o jantar. Com o resto, pega seu carro e vai com dois amigos para uma favela.
Enquanto Seu João continua a ouvir o sermão. a namorada de seu filho chega. A menina, de 15 anos, está no seu quarto mês de gravidez e veio correndo quando soube. O delegado diz a Seu João que seu filho também está envolvido com tráfico de drogas.
E os mundos se encontram, o filho de Datena encontra o filho de Seu João. Leva um galo de maconha e uma bela porção de papelotes. Como não gosta de ir na boca, o menino sempre pega em grande quantidades. De repente chega a polícia...
Cada um sai correndo para um lado, o filho de Datena cai e é pego pela polícia. Toma três tapas na cara e ouve o moleque dizer: "Você não sabe com quem foi mexer..."
O filho de Seu João sai da favela e sai numa avenida. Vê um carro parado na rua e tenta roubá-lo para a fuga. Mas logo é preso e levado para a delegacia.
Após confirmar a paternidade do garoto, os policiais liberam o outro menino. Com a condição de que ele diga para pai que a cara inchada foi resultado de briga com a namorada ou queda acidental. O garoto aceita, já que seu pai não gostaria de saber que foi pego numa favela.
E Seu João abraça o filho... Olha aí... é o meu guri... diz o homem, que nunca ouviu Chico Buarque.
E Datena na TV clama pela redução da maioridade penal.
Seu João queria que seu filho estudasse...
Mas o menino sente saudades da mãe... e do pai, que nunca está em casa.
Datena viaja com a família nas férias.
Seu João na folga, faz bico.
Datena quer justiça
Seu João só quer abraçar seu filho, acariciar o rosto judiado pelas mãos dos policiais. Quer colocar o menino no colo e acalmar o ódio que a criança sente do mundo.
Pense nisso.
Será que quando clamamos por justiça, não devíamos clamar por educação, por dignidade? Quantos "Seus Joões" não existem por aí. Quando uma Suzane não sei das quantas mata os pais a sangue frio, as pessoas se perguntam "O que pode ter levado ela a fazer isso? ela tinha tudo...". Mas quando o menino preto e pobre mata e rouba as pessoas o chamam de vagabundo, bandido, que merece ser morto. O jornalista mata a namorada e pouco depois está solto e ninguém apedreja sua casa. Não quero justificar o ato do rapaz que arrastou a criança, cruelmente. Tenho pena que ele não tenha tido as oportunidades que tivemos e nem a força de Seu João. Tenho pena que o Brasil seja um dos poucos países com uma legislação própria para crianças, jovens e adolescentes, que dia após dia é rasgada em praça pública.
Enquanto isso, Datena toma mais uma dose dupla de uísque.
Outro dia ligo a tv e vejo o Datena inflamado falando com o bandido que arrastou um moleque de seis anos. Chamando o cara de vagabundo, safado e o caralho. Agora, põe os dois frente a frente, e quero ver se o Datena é tão macho.
É tão fácil nesse mundo apontar o dedo para alguém e dizer: "vagabundo", "safado". Depois pega seu terninho, vai para casa, toma uma dose dupla de uísque e cai na cama.
Enquanto isso, na favela, Seu João chega em casa, às quatro da madrugada. Toma um gole de água e dorme num colchãozinho no chão do seu barraco. Antes dá um beijo em cada um dos três filhos, que cria sozinho depois que sua mulher os abandonou.
As nove da manhã já está de pé, toma um gole de café preto e já sai para um dos seus dois empregos. Trabalhando como faxineiro durante o dia e segurança a noite, Seu João ganha cerca de R$800,00. Quase R$200,00 gasta em vale-transporte, já que trabalha sem registro e as empresas não garantem o transporte. Com o restante sustenta seus três filhos e manda parte para sua família no Nordeste.
Datena reclama com seu motorista, que ele pegou um caminho onde o trânsito está complicado. Chega no canal estressado, mas tudo melhora na hora do almoço. A escolha é uma churrascaria, onde come o suficiente para sustentar aquele corpanzil todo.
Seu João, abre a marmita na hora do almoço. Arroz, feijão e um ovo frito. Mas ele começa a pensar que o começo do mês está próximo, e vai comprar um quilo de carne, comer com seus filhos e colocar um bifinho na marmita. Mas só uma vez por mês pode fazer isso.
Datena recebe uma ligação da escola de seu filho de quatro anos. O menino brigou com um coleguinha e tem se mostrado muito agitado, a coordenadoroa sugere que ele procure um psicólogo.
Seu João recebe uma ligação da polícia. Seu filho de dezesseis anos está detido, por tentativa de roubo de carro. Ele contidamente chora. Na primeira vez, quando seu filho, aos 14 anos roubou o walkman de seu colega de classe, Seu João pensou em lhe castigar. Mas ele passava o dia todo fora, não tinha como controlar o menino. Quando ficou sabendo que seu filho fumava maconha, mais uma vez lamentou não estar por perto. Quando ele foi pego com cola de sapateiro, verteu lágrimas ao falar com o delegado... tinha vontade de largar tudo e sumir com o menino para o Nordeste. Mas as coisas lá estão piores do que aqui.
Enquanto isso, seu filho do meio, com 12 anos cuida do caçula de cinco. Pelo menos é o que Seu João espera. Há uma semana, passou mal no trabalho e voltou cedo para casa, e teve que arrancar um cigarro da boca do menino de 12 anos.
O delegado berra aos ouvidos de Seu João. Diz que a culpa é dele por não saber educar o garoto. De seu rosto ossudo e chupado, ele lamenta por não poder ter dado o walkman que seu filho pediu no aniversário de 14 anos.
Os dois outros filhos saem por volta do meio-dia. Passam na casa de uma vizinha onde o menor fica. O outro segue em frente, rumo à escola. A primeira aula é vaga, já que há um mês o professor de história saiu em licença médica e não arrumaram substituto. Enquanto senta no banco em frente à quadra, vê que começa uma briga. O funcionário da escola, há poucos metros finge que não vê a confusão. É quando chega seu amigo, que traz um baseado para compartilharem durante o espetáculo.
O filho de 17 anos de Datena pede trezentos reais ao pai. Afinal, ele precisa levar a namorada para jantar em um lugar legal e comprar um bom presente. Datena dá um sermão sobre o valor do dinheiro, mas entrega a grana, dá um sorrisinho orgulhoso e alerta ao filho sobre o uso de preservativos. Com cem reais, compra o presente e paga o jantar. Com o resto, pega seu carro e vai com dois amigos para uma favela.
Enquanto Seu João continua a ouvir o sermão. a namorada de seu filho chega. A menina, de 15 anos, está no seu quarto mês de gravidez e veio correndo quando soube. O delegado diz a Seu João que seu filho também está envolvido com tráfico de drogas.
E os mundos se encontram, o filho de Datena encontra o filho de Seu João. Leva um galo de maconha e uma bela porção de papelotes. Como não gosta de ir na boca, o menino sempre pega em grande quantidades. De repente chega a polícia...
Cada um sai correndo para um lado, o filho de Datena cai e é pego pela polícia. Toma três tapas na cara e ouve o moleque dizer: "Você não sabe com quem foi mexer..."
O filho de Seu João sai da favela e sai numa avenida. Vê um carro parado na rua e tenta roubá-lo para a fuga. Mas logo é preso e levado para a delegacia.
Após confirmar a paternidade do garoto, os policiais liberam o outro menino. Com a condição de que ele diga para pai que a cara inchada foi resultado de briga com a namorada ou queda acidental. O garoto aceita, já que seu pai não gostaria de saber que foi pego numa favela.
E Seu João abraça o filho... Olha aí... é o meu guri... diz o homem, que nunca ouviu Chico Buarque.
E Datena na TV clama pela redução da maioridade penal.
Seu João queria que seu filho estudasse...
Mas o menino sente saudades da mãe... e do pai, que nunca está em casa.
Datena viaja com a família nas férias.
Seu João na folga, faz bico.
Datena quer justiça
Seu João só quer abraçar seu filho, acariciar o rosto judiado pelas mãos dos policiais. Quer colocar o menino no colo e acalmar o ódio que a criança sente do mundo.
Pense nisso.
Será que quando clamamos por justiça, não devíamos clamar por educação, por dignidade? Quantos "Seus Joões" não existem por aí. Quando uma Suzane não sei das quantas mata os pais a sangue frio, as pessoas se perguntam "O que pode ter levado ela a fazer isso? ela tinha tudo...". Mas quando o menino preto e pobre mata e rouba as pessoas o chamam de vagabundo, bandido, que merece ser morto. O jornalista mata a namorada e pouco depois está solto e ninguém apedreja sua casa. Não quero justificar o ato do rapaz que arrastou a criança, cruelmente. Tenho pena que ele não tenha tido as oportunidades que tivemos e nem a força de Seu João. Tenho pena que o Brasil seja um dos poucos países com uma legislação própria para crianças, jovens e adolescentes, que dia após dia é rasgada em praça pública.
Enquanto isso, Datena toma mais uma dose dupla de uísque.
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segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Celebridade
Está decidido... quero logo ser famoso. Hoje em dia não é muito difícil conseguir isso, ainda mais com o advento da Internet. Estão aí figuras como Bruna Surfistinha e Jeremias José que não me deixam mentir. Pensei em seguir o mesmo rumo das figuras acima, mas percebi que minhas aventuras sexuais não são muito interessantes e que meu fígado não chega nem aos pés do mestre Jeremias.
Foi quando eu vi um gordão panaca dançando feito retardado na frente na webcam. E logo descobri que aquilo tinha virado uma febre, todos queriam ser o gordinho. Reza a lenda que até namorada ele arrumou depois disso. Logo pensei: "Também posso fazer isso". Arrumei uma webcam emprestada e ensaiei uma coreografia... que modéstia a parte, dá um banho na do gordão. Coloquei no youtube, mas uma semana depois tiraram do ar, alegando que eram cenas fortes demais...
Por falar em cenas fortes, me lembrei da Cicarelli. Agora sim, eu tinha achado o caminho... Era só dar uma no mar e pronto... a fama estava ao meu alcance. E não querendo me gabar, a minha berinjela dá uma surra na do Tato Cicarelli .
Passei na zona e paguei uma puta para fazer a cena comigo. Descemos para a Praia Grande, no litoral sul aqui de São Paulo, famosa por suas praias paradisíacas (muito mais bonitas que aquela da Espanha). Dei a câmera na mão de um moleque que passava lá e comecei o show. Bem na hora em que eu ia mostrar a minha técnica especial, a "Marreta do Avesso" eu percebi que o moleque saiu correndo com minha câmera. Deixei minha sunga boiando e saí correndo atrás dele, mas o bichinho era ligeiro. Além de não ter ficado famoso, perdi minha filmadora e fui preso por atentado ao pudor.
Mas eu não desisto fácil... Me lembrei da menininha que mandou o Sílvio Santos enfiar um bambu no cú e tive mais uma idéia. Fácil... era só xingar um apresentador famoso e pronto. Primeiro me inscrevi no Programa de Calouros do Raul Gil. Era fácil, eu mostrava meu afinadíssimo talento musical e quando ele fosse me entrevistar eu mandava ele à merda. O grande dia chegou... me chamaram e soltei minha voz. Para minha decepção, fui gongado antes de poder xingar o velho. Depois resolvi ir ao programa do Gugu. Inventei uma história de vida, que pudesse comover todo mundo, e quando eu contasse minha história, pronto, eu xingava o loirinho afeminado. Perfeito, além de tudo eu podia ganhar uma máquina de estampar camisetas e um curso de computação.
O problema é que no camarim eu encontrei juntos, o Rafael Pilha e o Belo fazendo negócios. Papo vai, papo vem, um apresenta um baseado, outro estica uma carreira.... Fui acordado por um segurança dizendo que o programa já ia começar. Fui empolgado para o palco quando percebi que eu estava no programa do domingo seguinte e já tinham arrumado um menino que tinha três orelhas para o meu lugar.
Ainda tentei no programa do João Kléber. Ia dar uma na nuca dele quando ele dissesse: "Pára... pára... pára..." Mas fiquei com curiosidade para ver o resto da história e não o fiz. Ainda consegui mandar o João Gordo tomar no cu, mas depois me disseram que eu não era o primeiro. Dancei nu em um dos programas do R.R Soares, mas o máximo que eu consegui foi uma matéira na "Folha Universal" citando o meu exorcismo.
Por ora desisti. Esse negócio de sucesso não é para mim... o mundo dos famosos é tão fútil e vazio. Definitivamente não sou alguém que se contente em fazer sucesso graças a uma palhaçado. Já dizia a propaganda de uísque... para ser imortal, basta fazer apenas uma grande coisa, e com certeza a grande coisa da minha vida não vai ser uma palhaçada.
Bom... vou ficando por aqui. Tenho que sair hoje, vou comprar uma fantasia de carnaval. É que um dia antes do desfile das escolas de samba, vou seqüetrar a madrinha da bateria da Vai Vai e desfilar no lugar dela. Estrelato!! aqui vou eu!!!
Foi quando eu vi um gordão panaca dançando feito retardado na frente na webcam. E logo descobri que aquilo tinha virado uma febre, todos queriam ser o gordinho. Reza a lenda que até namorada ele arrumou depois disso. Logo pensei: "Também posso fazer isso". Arrumei uma webcam emprestada e ensaiei uma coreografia... que modéstia a parte, dá um banho na do gordão. Coloquei no youtube, mas uma semana depois tiraram do ar, alegando que eram cenas fortes demais...
Por falar em cenas fortes, me lembrei da Cicarelli. Agora sim, eu tinha achado o caminho... Era só dar uma no mar e pronto... a fama estava ao meu alcance. E não querendo me gabar, a minha berinjela dá uma surra na do Tato Cicarelli .
Passei na zona e paguei uma puta para fazer a cena comigo. Descemos para a Praia Grande, no litoral sul aqui de São Paulo, famosa por suas praias paradisíacas (muito mais bonitas que aquela da Espanha). Dei a câmera na mão de um moleque que passava lá e comecei o show. Bem na hora em que eu ia mostrar a minha técnica especial, a "Marreta do Avesso" eu percebi que o moleque saiu correndo com minha câmera. Deixei minha sunga boiando e saí correndo atrás dele, mas o bichinho era ligeiro. Além de não ter ficado famoso, perdi minha filmadora e fui preso por atentado ao pudor.
Mas eu não desisto fácil... Me lembrei da menininha que mandou o Sílvio Santos enfiar um bambu no cú e tive mais uma idéia. Fácil... era só xingar um apresentador famoso e pronto. Primeiro me inscrevi no Programa de Calouros do Raul Gil. Era fácil, eu mostrava meu afinadíssimo talento musical e quando ele fosse me entrevistar eu mandava ele à merda. O grande dia chegou... me chamaram e soltei minha voz. Para minha decepção, fui gongado antes de poder xingar o velho. Depois resolvi ir ao programa do Gugu. Inventei uma história de vida, que pudesse comover todo mundo, e quando eu contasse minha história, pronto, eu xingava o loirinho afeminado. Perfeito, além de tudo eu podia ganhar uma máquina de estampar camisetas e um curso de computação.
O problema é que no camarim eu encontrei juntos, o Rafael Pilha e o Belo fazendo negócios. Papo vai, papo vem, um apresenta um baseado, outro estica uma carreira.... Fui acordado por um segurança dizendo que o programa já ia começar. Fui empolgado para o palco quando percebi que eu estava no programa do domingo seguinte e já tinham arrumado um menino que tinha três orelhas para o meu lugar.
Ainda tentei no programa do João Kléber. Ia dar uma na nuca dele quando ele dissesse: "Pára... pára... pára..." Mas fiquei com curiosidade para ver o resto da história e não o fiz. Ainda consegui mandar o João Gordo tomar no cu, mas depois me disseram que eu não era o primeiro. Dancei nu em um dos programas do R.R Soares, mas o máximo que eu consegui foi uma matéira na "Folha Universal" citando o meu exorcismo.
Por ora desisti. Esse negócio de sucesso não é para mim... o mundo dos famosos é tão fútil e vazio. Definitivamente não sou alguém que se contente em fazer sucesso graças a uma palhaçado. Já dizia a propaganda de uísque... para ser imortal, basta fazer apenas uma grande coisa, e com certeza a grande coisa da minha vida não vai ser uma palhaçada.
Bom... vou ficando por aqui. Tenho que sair hoje, vou comprar uma fantasia de carnaval. É que um dia antes do desfile das escolas de samba, vou seqüetrar a madrinha da bateria da Vai Vai e desfilar no lugar dela. Estrelato!! aqui vou eu!!!
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