O mais chato de beber com freqüência é aprender a beber. O primeiro porre é de foder, você faz coisas que até Deus duvida. Algumas pessoas juram que nunca mais vão colocar uma gota de álcool na boca. Aí vem o segundo e o terceiro, e a pessoa toma gosto pela coisa. Depois de um tempo, a gente acostuma.
A sensação de "estar bêbado" em sim não é ruim. Você se descontrai, faz algumas merdas, mas naquele momento se sente bem consigo mesmo. Alguns tem aquele momento de desabafo, em que fazem juras de amor aos amigos. Mas o lado ruim é que bêbado dá trabalho, então sempre um acaba vomitando no lugar errado, dormindo agarrado na privada.
O maior problema é o dia seguinte, a famigerada ressaca. Sua cabeça dói, o fígado parece entalar na garganta, você não tem disposição para fazer nada. Curar a ressaca é impossível, mas dá para prevenir ou amenizar os efeitos. Vou dar a seguir algumas dicas para chapar o coco, mas sair sem dar muito vexame e evitar a ressaca.
Primeiro passo: Esteja sempre prevenido
Há alguns itens indispensáveis para quem costuma exagerar na dose. Se for em um churrasco, o bom e velho engov ajuda a amenizar o efeito mortal de carne + cerveja. Mas a necessaire básica de um ébrio prevenido tem:
1 cartela de aspirina
4 ampolas de eparema
2 vidrinhos de extrato de guaraná
1 pacotinho de Halls
A utilidade desse kitcomento mais para frente. Quem anda de carro, é bom carregar uma dessas. As mulheres podem carregar na bolsa. Se não tiver opção, deixe em casa, de preferência em lugar de fácil acesso.
Segunda Etapa: Não estrague no começo da balada
Chegar na balada virando uma dose de vodca vai fazer você chapar em menos de uma hora e estagar a sua noite. O legal é estar no grau, do meio para o final, assim é mais fácil encontrar pessoas na mesma situação. E ninguém melhor para entender um bêbado do que outro bêbado. Comece com aquela cervejinha básica, e aos poucos passe para alguns destilados. Vale também a regrinha básica de a cada um ou dois drinques, intercale um copo de água ou refrigerante. Coca-cola é ótima porque tem muita glicose.
ATENÇÃO!!! Quando digo intercalar com refri, não estou dizendo para pedir uma cuba. Ingerir algo que não seja álcool pode melhorar a absorção e impedir a desidratação.
Terceira Etapa: Agora Inês é morta
Quando o fato está consumado, você entornou todas e não tem mais volta, é hora de curtir. Algum vexamezinho a gente sempre dá, mas se você chegou ao fim da festa inteiro, não vai estar sozinho. Se por acaso você subir no palco e mijar no pé do guitarrista da banda, ao menos o show está no fim. Além do que, com mais pessoas nesse mesmo estado, você tem até uma chance de ser aplaudido. E fique atento aos sinais do seu corpo, não espere para sair vomitando em todo mundo correndo para o banheiro. Se não quer enfiar o dedo, abaixe-se e olhe um tempo para a privada, que a coisa desce sozinha. Uma tragada naquele cigarro que você odeia, pode ajudar também. Não subestime a lei da gravidade. Se vomitar em pé, vai sujar, além da privada, seu sapato e até sua calça. Depois, é só chupar um halls e voltar para a balada.
Quarta Etapa: Hora de ir embora
Para saber se já está na hora de sair de fininho faça o teste da cabeça. Sente-se em qualquer lugar e tente manter a cabeça reta, olhando para frente, em algum ponto fixo. Se a sua cabeça tombar para trás, para frente ou para os lados, a coisa já tá brava. A essa altura do campeonato, nem pense em sentar ou deitar. Deitando nesse estado, corre o risco de vomitar enquanto dorme e sair sujo e fedendo.
Quinta Etapa: Indo para a casa
Suponho que se chegou a esse estado, não esteja de carro. Mas se estiver, no máximo tire ele do estacionamento, deixe na rua e durma dentro. Ou chame um táxi e volte no dia seguinte para pegar o carro. Mas o bom é que alguém te acompanhe até em casa ou que você durma na casa de alguém...
Sexta Etapa: Chegando em casa
Agora é a hora de usar o kit. Isso mesmo, você vai curar a ressaca enquanto ainda está bêbado. Tome uma Eparema e duas Aspirinas (uma só se for aquela Cafi, da embalagem vermelha). Tome uns dois copos de água e coma algo doce. Não beba leite!!! Ele traz uma sensação de alívio no começo, mas pesa em seguida. Antes de dormir, tome um banho frio. Ele não vai te deixar "menos bêbado", mas te deixa um pouco menos atordoado. Saindo do chuveiro, dê um oi para a Dona Pri, e não hesite em vomitar de novo. Só deite na sua cama, quando não se sentir estufado ou enjoado, caso contrário, seu quarto ficará uma desgraça.
Sétima etapa: O Dia seguinte
Se você tomou a eparema e a aspirina, deve acordar com uma ressaca muito leve. Apenas administre, tomando muita água. Mais uma vez evite o leite, e tome uns vidrinhos de extrato de guaraná para reanimar um pouco.
São dicas básicas, mas podem salvar seu fim de semana
quarta-feira, novembro 29, 2006
sexta-feira, novembro 24, 2006
O Sonho Acabou!!
Há controvérsias sobre a origem dessa frase. Uns dizem ter sido proferida por Jonh Lehnon e outros a atribuem ao Sêo Manuel da Padaria. Na verdade usei esse título para chamar uma piada e já causar nas pessoas aquela impressão "lá vem merda" e a posterior curiosidade que guiará o leitor até o fim do post.
A verdade é que tive um sonho muito estranho na noite de quinta para sexta. Não sei se foi porque eu estava muito louco, mas o fato é que sonhei. Estava em posse de uma boa quantidade de dinheiro no mundo onírico, contando as notas todo lépido e faceiro. Eis que ao passar por alguns sujeitos um pouco rabugentos, um deles resolve me assaltar. Após alguns momentos de luta, e eu estava em desvantagem, quando tive uma idéia genial. Virei para o ladrão e disse: "Seu filho da puta, você não vai me roubar pôrra nenhuma, porque agora mesmo eu vou acordar". Acordei feliz e sorridente na minha cama. Lógico que sem o dinheiro, mas também não entreguei ele a nenhum vagabundo do mundo dos sonhos.
Essa relação entre o mundo real e o mundo dos sonhos é interessante. Existem pessoas que não se lembram dos sonhos nem fodendo. Eu normalmente me lembro, e acontecem umas coisas muito loucas no momento de voltar e acordar. Certa vez no meio de um pesadelo, eu me toquei que tava sonhando e resolvi acordar. Quando acordei, eu me toquei que ainda estava sonhando, para aí sim acordar de vez. E quase sempre consigo perceber o sonho se desfazendo aos poucos e dando lugar ao barulho do despertador ou ao silêncio do meu quarto.
Não dou muita bola a essa questão de interpretação dos sonhos, aliás, nem jogar no bicho eu sei. Mas reconheço que eles funcionam como um termômetro do meu estado de espírito atual. Teve um tempo em que eu não queria dormir com medo de sonhar. E não era temor de pesadelo não, os piores eram os sonhos bons, porque me iludiam e tornavam a volta ao mundo real muito dura.
Hoje em dia é diferente, eu costumo curtir os sonhos bons durante algum tempo depois de acordar. Vou para o trabalho pensando naquilo, almoço do mesmo jeito e às vezes aprendo coisas importantes com os sonhos. Sonhar com uma pessoa querida que não vejo faz tempo me faz pensar em cultivar uma amizade que pode estar caindo no esquecimento.
Mas o mais legal é essa sensação de você poder "acordar" dos sonhos. Às vezes dá vontade de mandar vários ladrões a merda e acordar como se nada tivesse acontecido, mesmo que sem o dinheiro.
Um brinde aos sonhos!!!
A verdade é que tive um sonho muito estranho na noite de quinta para sexta. Não sei se foi porque eu estava muito louco, mas o fato é que sonhei. Estava em posse de uma boa quantidade de dinheiro no mundo onírico, contando as notas todo lépido e faceiro. Eis que ao passar por alguns sujeitos um pouco rabugentos, um deles resolve me assaltar. Após alguns momentos de luta, e eu estava em desvantagem, quando tive uma idéia genial. Virei para o ladrão e disse: "Seu filho da puta, você não vai me roubar pôrra nenhuma, porque agora mesmo eu vou acordar". Acordei feliz e sorridente na minha cama. Lógico que sem o dinheiro, mas também não entreguei ele a nenhum vagabundo do mundo dos sonhos.
Essa relação entre o mundo real e o mundo dos sonhos é interessante. Existem pessoas que não se lembram dos sonhos nem fodendo. Eu normalmente me lembro, e acontecem umas coisas muito loucas no momento de voltar e acordar. Certa vez no meio de um pesadelo, eu me toquei que tava sonhando e resolvi acordar. Quando acordei, eu me toquei que ainda estava sonhando, para aí sim acordar de vez. E quase sempre consigo perceber o sonho se desfazendo aos poucos e dando lugar ao barulho do despertador ou ao silêncio do meu quarto.
Não dou muita bola a essa questão de interpretação dos sonhos, aliás, nem jogar no bicho eu sei. Mas reconheço que eles funcionam como um termômetro do meu estado de espírito atual. Teve um tempo em que eu não queria dormir com medo de sonhar. E não era temor de pesadelo não, os piores eram os sonhos bons, porque me iludiam e tornavam a volta ao mundo real muito dura.
Hoje em dia é diferente, eu costumo curtir os sonhos bons durante algum tempo depois de acordar. Vou para o trabalho pensando naquilo, almoço do mesmo jeito e às vezes aprendo coisas importantes com os sonhos. Sonhar com uma pessoa querida que não vejo faz tempo me faz pensar em cultivar uma amizade que pode estar caindo no esquecimento.
Mas o mais legal é essa sensação de você poder "acordar" dos sonhos. Às vezes dá vontade de mandar vários ladrões a merda e acordar como se nada tivesse acontecido, mesmo que sem o dinheiro.
Um brinde aos sonhos!!!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Classificando reclassificando
Me impressiono como as pessoas tem o hábito de qualificar tudo. E quando aquilo que elas querem qualificar já está qualificado, elas requalificam ou subqualificam. Haja qualidade!!! Virou moda inventar classificações e mais classificações para diferenciar as coisas.
Em um certo momento da história surgiu um "tal de rock´n roll", com Little Richard e Chuck Berry. Mais tarde quando surgiu Elvis Presley, ainda chamávamos aquilo de rock, e continuou assim com os Beatles. Era só um rock, embora os estilos às vezes mudassem um pouco.
De repente, sugeriram uma retomada aos primórdios do rock e criaram o "hard rock", ou seja, aquele ritmo novo reescrevia o antigo. Em seguida surgiu o heavy metal, o punk rock e o glam rock. Aí na década de 80 tudo descambou de vez, o heavy metal começa a se dividir em trash metal, black metal, doom metal, death metal. Além disso, surge o new wave e das entranhas do punk rock surge o hardcore. Não bastasse tudo isso, a década de 90 ainda traz o grunge, o metal melódico, o gothic metal e o new metal. O rock progressivo dos anos 70 se funde ao heavy metal para virar Prog Metal, e ainda no metal chegam a criar o Funk Metal. E ainda no ano 2000 chega um tal de emotional core, ufa!
Tem hora que me confundo todo. Toda banda que surge tem que entrar numa dessas raças, aí quando ouço uma música e falo que é um bom heavy metal, alguém vai encher o saco e dizer que aquilo é doom metal. Quando ouço de novo, alguém vai dizer que é gothic metal ou que é new metal, e aí fodeu.
Até na orientação sexual agora existe classificação. Antes eram gays e heteros. Tudo bem que faltava um espacinho para os bisexuais. Mas surgiu um certo Alfred Kinsey que dividiu em oito categorias, a saber: heterossexual exclusivo, heterossexual ocasionalmente homossexual, heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual, igualmente heterossexual e homossexual, homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual, homossexual ocasionalmente heterossexual, homossexual exclusivo e indiferente sexualmente. Kinsey afirmava que um heterossexual poderia ter relações homossexuais ocasionais, o que não lhe tornava um homossexual exclusivo e nem um bissexual, uma vez que seu maior prazer estava voltado ao sexo oposto. Resumindo, classificaram a viadagem.
Numa ópera, a quantidade de naipes de vozes não é as conhecidas tenor, baixo e barítono para homem e contralto e soprano para mulher. Há meio-soprano, meio contralto, contratenor, sopranista e até castrati, que é a voz do homem que teve seus testículos removidos artificialmente antes da puberdade.
Pelo jeito, logo vamos estar ouvindo uma banda de doom metal progressivo, cujo vocalista é um homossexual mais o que ocasionalmente heterossexual de voz sopranista. Haja paciência
Em um certo momento da história surgiu um "tal de rock´n roll", com Little Richard e Chuck Berry. Mais tarde quando surgiu Elvis Presley, ainda chamávamos aquilo de rock, e continuou assim com os Beatles. Era só um rock, embora os estilos às vezes mudassem um pouco.
De repente, sugeriram uma retomada aos primórdios do rock e criaram o "hard rock", ou seja, aquele ritmo novo reescrevia o antigo. Em seguida surgiu o heavy metal, o punk rock e o glam rock. Aí na década de 80 tudo descambou de vez, o heavy metal começa a se dividir em trash metal, black metal, doom metal, death metal. Além disso, surge o new wave e das entranhas do punk rock surge o hardcore. Não bastasse tudo isso, a década de 90 ainda traz o grunge, o metal melódico, o gothic metal e o new metal. O rock progressivo dos anos 70 se funde ao heavy metal para virar Prog Metal, e ainda no metal chegam a criar o Funk Metal. E ainda no ano 2000 chega um tal de emotional core, ufa!
Tem hora que me confundo todo. Toda banda que surge tem que entrar numa dessas raças, aí quando ouço uma música e falo que é um bom heavy metal, alguém vai encher o saco e dizer que aquilo é doom metal. Quando ouço de novo, alguém vai dizer que é gothic metal ou que é new metal, e aí fodeu.
Até na orientação sexual agora existe classificação. Antes eram gays e heteros. Tudo bem que faltava um espacinho para os bisexuais. Mas surgiu um certo Alfred Kinsey que dividiu em oito categorias, a saber: heterossexual exclusivo, heterossexual ocasionalmente homossexual, heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual, igualmente heterossexual e homossexual, homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual, homossexual ocasionalmente heterossexual, homossexual exclusivo e indiferente sexualmente. Kinsey afirmava que um heterossexual poderia ter relações homossexuais ocasionais, o que não lhe tornava um homossexual exclusivo e nem um bissexual, uma vez que seu maior prazer estava voltado ao sexo oposto. Resumindo, classificaram a viadagem.
Numa ópera, a quantidade de naipes de vozes não é as conhecidas tenor, baixo e barítono para homem e contralto e soprano para mulher. Há meio-soprano, meio contralto, contratenor, sopranista e até castrati, que é a voz do homem que teve seus testículos removidos artificialmente antes da puberdade.
Pelo jeito, logo vamos estar ouvindo uma banda de doom metal progressivo, cujo vocalista é um homossexual mais o que ocasionalmente heterossexual de voz sopranista. Haja paciência
terça-feira, novembro 07, 2006
Falando sobre Deus
Resolvi resmungar sobre um assunto, que nunca abordei muito a fundo nessa diarréia verbal a que chamam de blog. Vou falar sobre Deus e Religião.
Tenho um pensamento um pouco singular sobre isso. Tive uma formação católica e fui evangélico durante algum tempo. Embora não tenha me identificado em nenhuma das duas, guardo boas recordações do tempo que fui "crente". Hoje posso dizer que sou agnóstico.
O interessante é que esse termo "agnóstico" anda um pouco na moda. Todo mundo hoje diz que é agnóstico porque crê em Deus, independente de qualquer religião. Na verdade isso é uma grande besteira. O agnóstico é a pessoa que não nega e nem afirma Deus, ou seja, a pessoa assume que não sabe se Deus existe. O teísta afirma que Deus existe, mesmo que não siga qualquer religião, já o ateísta nega a existência de Deus, mesmo que não busque o tempo todo explicações científicas para tudo.
O interessante é que ainda buscam qualificar os agnósticos entre teístas e ateístas. O agnóstico teísta não sabe se Deus existe, mas acha que sim. O ateísta, ao contrário, tende a achar que não existe. Vejam que até entre os que não tem religião, existem suas "denominações".
Mas não é disso que vim falar. O que quero comentar é sobre o preconceito religioso. E não falo do preconceito explícito, como nas guerras judeus-muçulmanos. Das experiências que tive como católico e como evangélico, vi uma pureza maior no protestantismo. Lógico que tem aquela lógica "expansionista" de amealhar conversões, mas no catolicismo há o mesmo, e com maior intensidade até.
Isso mesmo. Podem me chamar de loucos, mas a lógica expansionista católica é bem maior que a protestante. O que muda é a "estratégia. A igreja católica se utiliza do artifício de "apequenar" as outras crenças, se colocando como a religião "oficial". Tanto que é a única que se apropria dos votos brancos, os chamados "não-praticantes". Ou seja, mesmo que a pessoa aja contra todos os dogmas da igreja, continua sendo católico. Percebam como todas as crenças abraâmicas (que tem Abraão como patriarca) sofrem algum tipo de preconceito, os judeus são arrogantes, os evangélicos são fanáticos, os muçulmanos terroristas, os espíritas macumbeiros. E os católicos? Que rótulo recebem? São sempre "mainstream", não são fanáticos, no máximo conservadores. Mataram mais do que qualquer Bin Laden nas cruzadas, mas "os tempos eram outros". Poucos lugares no mundo ostentam a riqueza do vaticano, mas os "donos do dinheiro" são os judeus. Esse mesmo vaticano se esforça em encobrir casos de padres pedófilos, mas os pastores ladrões são prova de que o protestantismo é uma farsa.
Não estou defendendo nenhuma crença. Apenas acho que se absolve demais a "apostólica romana". Quando era evangélico, acompanhei minha avó numa igreja católica e lembro que o sermão (sim carolas de plantão, não dormi e nem rezei o terço durante o sermão) me tocou muito. E incrivelmente no mesmo dia, fui ao culto evangélico e ouvi a palavra do pastor sobre o mesmo assunto. Se Deus ou o Destino eu não sei. Mas aprendi naquele momento, que não é o padre, o pastor ou a bíblia que faz a diferença, mas a cabeça e o coração do ser humano.
Palavra do Senhor
Tenho um pensamento um pouco singular sobre isso. Tive uma formação católica e fui evangélico durante algum tempo. Embora não tenha me identificado em nenhuma das duas, guardo boas recordações do tempo que fui "crente". Hoje posso dizer que sou agnóstico.
O interessante é que esse termo "agnóstico" anda um pouco na moda. Todo mundo hoje diz que é agnóstico porque crê em Deus, independente de qualquer religião. Na verdade isso é uma grande besteira. O agnóstico é a pessoa que não nega e nem afirma Deus, ou seja, a pessoa assume que não sabe se Deus existe. O teísta afirma que Deus existe, mesmo que não siga qualquer religião, já o ateísta nega a existência de Deus, mesmo que não busque o tempo todo explicações científicas para tudo.
O interessante é que ainda buscam qualificar os agnósticos entre teístas e ateístas. O agnóstico teísta não sabe se Deus existe, mas acha que sim. O ateísta, ao contrário, tende a achar que não existe. Vejam que até entre os que não tem religião, existem suas "denominações".
Mas não é disso que vim falar. O que quero comentar é sobre o preconceito religioso. E não falo do preconceito explícito, como nas guerras judeus-muçulmanos. Das experiências que tive como católico e como evangélico, vi uma pureza maior no protestantismo. Lógico que tem aquela lógica "expansionista" de amealhar conversões, mas no catolicismo há o mesmo, e com maior intensidade até.
Isso mesmo. Podem me chamar de loucos, mas a lógica expansionista católica é bem maior que a protestante. O que muda é a "estratégia. A igreja católica se utiliza do artifício de "apequenar" as outras crenças, se colocando como a religião "oficial". Tanto que é a única que se apropria dos votos brancos, os chamados "não-praticantes". Ou seja, mesmo que a pessoa aja contra todos os dogmas da igreja, continua sendo católico. Percebam como todas as crenças abraâmicas (que tem Abraão como patriarca) sofrem algum tipo de preconceito, os judeus são arrogantes, os evangélicos são fanáticos, os muçulmanos terroristas, os espíritas macumbeiros. E os católicos? Que rótulo recebem? São sempre "mainstream", não são fanáticos, no máximo conservadores. Mataram mais do que qualquer Bin Laden nas cruzadas, mas "os tempos eram outros". Poucos lugares no mundo ostentam a riqueza do vaticano, mas os "donos do dinheiro" são os judeus. Esse mesmo vaticano se esforça em encobrir casos de padres pedófilos, mas os pastores ladrões são prova de que o protestantismo é uma farsa.
Não estou defendendo nenhuma crença. Apenas acho que se absolve demais a "apostólica romana". Quando era evangélico, acompanhei minha avó numa igreja católica e lembro que o sermão (sim carolas de plantão, não dormi e nem rezei o terço durante o sermão) me tocou muito. E incrivelmente no mesmo dia, fui ao culto evangélico e ouvi a palavra do pastor sobre o mesmo assunto. Se Deus ou o Destino eu não sei. Mas aprendi naquele momento, que não é o padre, o pastor ou a bíblia que faz a diferença, mas a cabeça e o coração do ser humano.
Palavra do Senhor
quinta-feira, novembro 02, 2006
Dormindo muito louco
Depois de andar por cerca de três horas, e perceber que não se passaram mais de dez minutos, cheguei em casa.
Deitei na cama, só pensando em dormir. Mas a noite quente atrapalhava, e a boca estava seca.
Levantei para beber água
Tentei dormir na sala que é mais arejada
Esqueci que já tinha bebido água e levantei de novo para beber água.
Voltei para o sofá, mas tive vontade de ir ao banheiro.
No caminho, acabei entrando na cozinha.
Enchi o copo, mas lembrei que já tinha bebido água.
Fui para a cama tentar dormir de novo
Tive sede de novo, e voltei para a cozinha
Enchi o copo, mas vi que já tinha outro cheio
Bebi os dois e fui para o quarto
Mas acabei entrando no banheiro
Sentei no vaso, peguei uma revista, mas lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Fui para a cama, mas passei antes na cozinha
Me lembrei que já tinha bebido água, antes de encher o copo
Resolvi deitar no sofá de novo
Mas tive que levantar para deixar o copo na cozinha
Fui no banheiro, mas antes de sentar no vaso, lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Voltei para a sala e abri a revista para ler, mas me lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Subi as calças e fui à cozinha
Fui beber água, mas molhei a revista.
Voltei para a cama.
Levantei de novo, para ir ao banheiro. Mas me lembrei que tinha que levar o copo na cozinha.
Lavei o copo e deixei na cozinha. E fui deitar de novo.
Me levantei da mesa da cozinha e resolvi dormir na sala.
Coloquei a revista no copo e levei a cama para a cozinha
Resovi ir ao banheiro, mas acordei minha irmã
Ela foi tomar banho me xingando e eu voltei para o quarto.
Deitei na cama e enfim adormeci
Minha irmã me acordou e me mandou para a minha cama
Fui para a cozinha beber água, mas molhei minha cama.
Resolvi deitar, mas quebrei o copo
Meu Deus... essa era da boa...
Deitei na cama, só pensando em dormir. Mas a noite quente atrapalhava, e a boca estava seca.
Levantei para beber água
Tentei dormir na sala que é mais arejada
Esqueci que já tinha bebido água e levantei de novo para beber água.
Voltei para o sofá, mas tive vontade de ir ao banheiro.
No caminho, acabei entrando na cozinha.
Enchi o copo, mas lembrei que já tinha bebido água.
Fui para a cama tentar dormir de novo
Tive sede de novo, e voltei para a cozinha
Enchi o copo, mas vi que já tinha outro cheio
Bebi os dois e fui para o quarto
Mas acabei entrando no banheiro
Sentei no vaso, peguei uma revista, mas lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Fui para a cama, mas passei antes na cozinha
Me lembrei que já tinha bebido água, antes de encher o copo
Resolvi deitar no sofá de novo
Mas tive que levantar para deixar o copo na cozinha
Fui no banheiro, mas antes de sentar no vaso, lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Voltei para a sala e abri a revista para ler, mas me lembrei que já tinha ido ao banheiro.
Subi as calças e fui à cozinha
Fui beber água, mas molhei a revista.
Voltei para a cama.
Levantei de novo, para ir ao banheiro. Mas me lembrei que tinha que levar o copo na cozinha.
Lavei o copo e deixei na cozinha. E fui deitar de novo.
Me levantei da mesa da cozinha e resolvi dormir na sala.
Coloquei a revista no copo e levei a cama para a cozinha
Resovi ir ao banheiro, mas acordei minha irmã
Ela foi tomar banho me xingando e eu voltei para o quarto.
Deitei na cama e enfim adormeci
Minha irmã me acordou e me mandou para a minha cama
Fui para a cozinha beber água, mas molhei minha cama.
Resolvi deitar, mas quebrei o copo
Meu Deus... essa era da boa...
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