Sexta-feira, Junho 30, 2006


Insaciável

Ah! Ela era demais!
Não tinha jeito de satisfazê-la, ela sempre queria mais.
Certa vez, ela me pegou, já cansado. Eu não estava muito no pique, mas ela insistiu, e não tem como dizer não para essa mulher. Numa hora dessas, é importante saber fazer bom uso das suas duas mãos e da língua.
E assim se seguiu, apertando aqui, lambendo ali... e ela ansiosa. Quando a mina acendeu, aí não tive escapatória, tive que me animar na hora. Dei aquele tapa pra começar, que ela até suspirou, imaginando o que vinha.
E seguimos no ritmo, ela dizia que eu era "o cara", que tudo aquilo era demais. Quando deu meu limite, ela não quis saber, e mandou: "Segura, segura que eu tô quase".
Ao fim, os dois tinham o corpo todo amortecido e um largo sorriso no rosto. Foi quando ela enconstou na minha orelha, e com a língua quase no meu ouvido, falou com aquela voz embargada:
— Benzinho... Quero mais...
Eu não podia acreditar naquilo, e tive que responder
— Caralho mulher, acabou a pôrra da maconha...!!!!

Segunda-feira, Junho 26, 2006


Jogo do Brasil!! E agora?

Ó dúvida cruel... Quem inventou essa história dos bancos abrirem, fecharem e depois abrirem de novo em dia de jogo? É abrir as 8hs30min, fechar às 11hs30min e reabrir às 14hs30min, para fechar novamente às 15hs30min.
E agora como eu faço? Vou ver o jogo e voltar bêbado para o banco? Não vou ter condições de fechar o caixa. E se o jogo for para a prorrogação ou pênalties? Que horas volto? O pior é que eu sei que as oito e meia da madrugada vai ter imbecil na porta do banco querendo pagar a continha de água.
O Jair, meu tio e colega no caixa sugeriu que instalassem um bafômetro na porta giratória. Bebeu mais que uma latinha, a porta apita. Estou até vendo neguinho bêbado e com o cu cheio de maconha entrando na agência gritando "Brasil" "Brasil" e enchendo o saco.
O pior é ficar suspirando e morrendo de vontade de estar no lugar desse camarada.
Nós bancários, apesar de sermos seres desprezíveis, também somos filhos de Deus. Temos o direito garantido em constituição de encher a cara no dia de jogo do Brasil. Bom, o jeito vai ser chapar depois das cinco no boteco aqui do lado.
Espero vocês lá!!!

Sábado, Junho 24, 2006


Aleatórias

1- Ele era maneta, tinha um cotoquinho no lugar de um dos braços. E nesse toquinho usava o relógio de pulso. Certo dia um filho da puta comentou:
- Porque você não usa o relógio no braço que está inteiro?
E o manetinha respondeu:
- Chamo sua mãe pra dar corda?
2- No penúltimo post, um amigo comentou: "Pôe jazz na periferia e vê se alguém vai ouvir". Engraçado, há projetos sociais que ensinam crianças na favela a tocarem violinos. A periferia toma busão de duas horas pra ver shows no centro. Agora, a burguesia não desce na periferia nem de helicóptero. É tão comovente ouvir a Hebe falar...
3- Chego no bar, depois do jogo do Brasil, depois de uma dose de uísque, duas de caipirinha e algumas cervejas. Fico um pouco e depois sumo por cerca de uma hora. Quando volto, sou informado que meu grande amigo; mentor intelectual e profissional, pouco mais velho que meu pai, teve que sair cedo, depois de ter abaixado a calça e a cueca na frente de todos.
4- Me expulsaram da comunidade "Eu tenho um blog". Mas a dona da comunidade esqueceu que só faz sentido expulsar alguém, quando a comunidade é moderada. Mas não vou voltar para a comunidade não. Pelo menos por enqüanto. Vou divulgar meu blog em outra freguesia.

Quinta-feira, Junho 22, 2006


Um pouco sobre futebol

Apesar de ser santista fanático, nunca falei de futebol no blog. Talvez por esgotar o assunto na mesa de boteco. Em Copa do Mundo, todos viram entendidos no assunto, e é o período em que mais se houve besteiras futebolísticas.
Vou fazer alguns comentários do que vi até agora:

1- Dizer que o Parreira é uma mula é chover no molhado. Mas teorias conspiratórias dizem que o Gordo deve jogar ao menos 45 minutos por jogo, por força do contrato da CBF com a Nike. Mais uma lenda que vai entrar para os anais do futebol. Robinho neles, Parreira!!

2- Poucos dizem, mas dois jogadores muito criticados pela imprensa, vêm se destacando. Zé Roberto e Lúcio. Sempre fui um dos poucos que defendeu Lúcio na seleção, gosto de zagueiro como ele, sério e raçudo, do tipo que não brinca em serviço.

3- Pouco se fala na Portugal de Felipão. Abram o olho, o bigode é o único treinador do mundo a ter no currículo, dez vitórias seguidas em Copa do Mundo.

4- O Equador é até agora a surpresa da Copa. Olho no jovem meia Valencia.

5- A Alemanha está voando baixo. Vai ser difícil tomar o caneco dos donos da casa.

6- A Argentina tem jogado bonito, mas é muito ofensiva. O time joga com três zagueiros, mas sem lateral direito, com Burdisso cobrindo as investidas do ala Sorín, que joga quase como um ponta esquerda. Os dois volantes, Mascherano e Lucho Gonzalez saem bastante para o jogo. O time se apóia em dois jogadores, o meia Riquelme e o lateral Sorín são os motores do time. O problema é quando o time pegar uma seleção que tenha um contra-ataque forte, como a Inglaterra ou a Holanda. Uma bobeada no meio-campo pode ser mortal para os hermanos. Meu palpite é que caem nas semifinais.

7- Se não houver uma renovação forte no futebol francês, eles podem esquecer a próxima copa. Zidane e Trezeguet já eram. O único que se salva é o Henry.

Terça-feira, Junho 20, 2006



Dose dupla

Bem amigos do resmungando, vou avisando que talvez hoje escreva demais... Mas para organizar um pouco mais e não cansar a leitura, vou dividir em dois tópicos o post de hoje.

I - A Parada Gay

Estive nesse sábado na parada gay, pelo 2o ano consecutivo. Como muitos, fui como simpatizante, e parece que hoje temos mais "simpatizantes" de verdade, do que na última parada. No ano passado, muitos foram como curiosos, ou pela bagunça, mas com uma visão completamente conservadora e preconceituosa, o olhar de repreensão era maior.
Ainda assim, a do ano passado sem dúvida estava mais divertida. Esse ano, a prefeitura boicotou o evento, exigindo que a parada se encerrasse as oito da noite.
Não costumo falar de política no blog, apesar de gostar do assunto. Evito isso por não querer usar o espaço para o debate ideológico. Mas tenho percebido uma característica marcante na atual polarização PT vs PSDB/PFL. O PT sempre se destacou por apresentar um discurso em defesa dos marginalizados, como os negros, os homosexuais e a população de baixa renda. Agora, o PSDB e o PFL têm se mostrado completamente alheios a essa discussão, adotando uma linha extremamente conservadora e perigosa. O prefeito Gilberto Kassab provou isso ao limitar o horário da parada. Nunca vi nenhum político tucano tocar no assunto da diversidade sexual, ou do racismo. Além do que, a tão comentada "Virada Cultural" se tornou o maior engodo do tucanato paulistano. Ao invés de promover a integração entre as classes sociais, a organização do envento preferiu manter o abismo evidente. Shows de artistas com prestígio ou profundidade intelectual foram no centro. Shows de rap ficaram para a periferia. Por quê não trazer shows de rap para o centro e deixar na gratuidade o transporte coletivo nesse fim de semana? Trazer assim a periferia para o centro, promover a integração? Por quê não levar os concertos de piano e apresentações de jazz para o M Boi mirim? A população de lá não merece?
Não estou defendendo o PT, mas não sou capaz de apoiar um partido que promova a burguesia e crescimento do abismo social.

II - A terceira margem de sampa

Esse é o nome do meu livro. Escrito em conjunto com Rodrigo Febrônio, Janaina Felice e Leda Nasi. Foi o nosso trabalho de conclusão de curso da faculdade de jornalismo, o tão temido TCC. O nome do livro é inspirado no conto do Guimarães Rosa, "A terceira margem do rio". Nesse conto, um homem parte sozinho em uma canoa e se isola no meio do rio. E assim passa sua vida, "rio abaixo, rio a fora, rio a dentro". A terceira margem do rio é um lugar indefinido, por onde ele transita, sem que ningúem saiba o que ele encontra.
Escolhemos como a terceira margem de sampa, o ambiente underground no centro de São Paulo. Estivemos em nove baladas, longe do mainstream, ou seja a corrente principal, desde o pulsante "Suzi in Transe", na avenida São João, famoso por baladas intermináveis, que costumam durar até dois dias inteiros, até o gls "Nostro Mondo", a mais antiga balada gay de são paulo. A foto do post é do Crow Bar, balada gótica na Augusta, construído onde outrora havia um puteiro. A decoração pouco foi mudada, permanecendo até mesmo os mastros, antes utilizados pelas antigas funcionárias. Não fazemos análise das baladas, e sim jornalismo literário, quase na forma de crônicas, descrevendo os ambientes e seus freqüentadores.
Bom, quem quiser saber mais, vai ter que ler o livro. Uma má notícia, ele não está a venda. Imprimimos apenas o suficiente para o grupo e para a banca do TCC. E uma boa notícia, quem quiser, comente aqui no blog e deixe um endereço de email, que terei o maior prazer em mandar o livro na íntegra, em PDF. Quem ler e gostar, por favor, passe adiante. Não queremos ganhar dinheiro, apenas compartilhar nossas experiências. E voltarei a encher o saco no blog, fazendo propagando do livro.

Frase do dia:
O mundo pertence às vacas, que não precisam parar de andar para cagar.

Sexta-feira, Junho 16, 2006



O brasileiro e seu amor pelo banco...

Bom, passei um tempo de férias e tive que me reacostumar com o trabalho. Para quem não sabe, reúno em um só, as duas classes mais odiadas pelas "pessoas de bem". Trabalho na Caixa Econômica Federal, ou seja, sou bancário e funcionário público. Sou caixa dessa nobre instituição, mais que centenária. E atendo a fila preferencial, o famoso"caixa dos velhinhos".
E fico pasmo como o banco é um dos lugares favoritos do brasileiro. Acho que as pessoas se sentem importante vindo ao banco. Aliás, banco atende as duas maiores necessidades dos seres humanos, a auto-promoção e a auto-degradação. Quando a pessoa diz a frase: "vou ao banco", ela vem carregada de glamour, como se ir ao banco fosse sinônimo de "ter dinheiro". Outras vezes, para posar de coitado perto dos amigos, o cabra diz que vai ao banco "cobrir o limite".
E o povão gosta de fila. A agência em que eu trabalho, normalmente é tranqüila, quase sem filas. Algum imbecil deve ter lido isso e subido a leitura para se certificar que tinha lido mesmo no começo a palavra "Caixa Econômica Federal". Mas é verdade, a agência é sossegada e não sou trouxa de dizer onde fica e acabar com meu sossego.
Somos em dois caixas, e às vezes zeramos a fila. Quando isso acontece, ficamos pelo menos uns vinte minutos atendendo um ou outro gato pingado que aparece, e a espera não passa de três pessoas. De repente, algum atendimento demora, a fila cresce e pronto, começa a chover gente e acaba o sossego. Aí o cara fica duas horas na fila e entrega uma continha de telefone. E ainda fala que saindo de lá, ainda tem que "fazer o mercado". O idiota vai no supermercado e não paga a porra da conta lá, depois faz a fezinha na loteria e não paga a merda da conta. E ainda enche o saco porque pegou fila no banco.
As pessoas tem um passatempo curioso: se estressar. Hoje, fui argüido sobre a utilização de FGTS na compra de um imóvel. O cabra trabalha e mora em São Paulo há 35 anos e quer usar a porra do fundo pra comprar um cafofo na Paraíba e voltar para a terrinha com sua concumbina, os seis filhos e três enteados. Eu respondi que só poderia usar o fundo se morasse ou trabalhasse na cidade em que o imóvel estava, há pelo menos dois anos. O paraíba começou a esbravejas e dizer que o dinheiro era dele e ia usar para o que ele quisesse.
Como se eu fosse o culpado por ele não sacar a porra do FGTS. Por mim, ele podia pegar aquela grana, passar no boteco da esquina e encher o rabo de cachaça e voltar para a terra dele o mais depressa possível. Quanto mais longe de mim, melhor... Para agüentar esse povo por doismerréis na conta tem que ter estômago forte.

Frase do dia:
Bancários só morrem por dois motivos:
1- Enfarte, depois de tanto estresse
2- Cirrose, depois de tanto beber para esquecer...

E tenho dito

Quinta-feira, Junho 15, 2006



Micro-conto

Papo Reto

- É sempre difícil assim?
- Às vezes
- Você bebeu?
- Um pouco
- Bateu uma punheta ?
- De manhã
- Não sabe o que perdeu...
- Não enche o saco...

Sábado, Junho 10, 2006


Ê mundão mais besta...

Sem muita criatividade...

Coisas que só acontecem comigo:

1- Estar xavecando alguém no bar, e ter que largar a menina pra disfarçar. Outro alvo acabara de chegar.

2- Pegar a figura, mesmo ela tendo percebido o incidente.

3- Não ficar com a menina porque a condição para isso era que o namorado dela ficasse com um colega meu.

4- Acordar numa quinta-feira, primeiro dia das minhas férias, com a boca queimada e o pé machucado. Abrir a bolsa uma semana depois e descobrir dois pacotes de serpentina lá dentro.

5-Ser expulso da balada por ter urinado no lugar errado.

Coisas que só eu faço:

1- Cantar no videokê "Não se Vá", "Escrito nas Estrelas" e "Barbie Girl" fazendo falsete.

2- Juntar com dois amigos, o Norba e o Fernando, para ensinar o Marco Aurélio, gay de carteirinha a se portar como homem.

3- Imitar o rebolado de mulher para ele ir treinando.

4- Atualizar o blog com esse monte de besteiras.

P.S: Aqui vai um abraço para meu amigo Luís. Ele pediu para ser citado no blog e homenageio aqui o melhor intérprete de Elton John em Videokê. Aliás, ele, que com o Marco Aurélio. forma a dupla "Robin e Robin", que por motivos óbvios, não tem o Batman. Abraço pra você cara, e vê se da próxima vez não vai embora tão cedo...

Quinta-feira, Junho 08, 2006






Tá chegando a Hora!!!! (e "As Azeitonas")

Coloquei uma foto aqui, só para não ficar aquela coisa preta cheia de texto. É o Bar do Paulistinha, em Luminárias-MG, onde passei o carnaval desse ano. Pois é, estão acabando minhas férias. Segunda-feira volto a trabalhar. E terão sido 30 dias de descanso e alguma curtição. Só saí de Sampa uns quatro dias para visitar minha vó no interior. Mas não vou ficar falando de mim, porque não sou nada interessante.
Vou aproveitar uma reflexão que vi numa peça de teatro. "Vamos sair da chuva quando a bomba cair", dirigida por Mário Bortolotto e encenada pelo próprio e por sua esposa "Fernanda D'Umbra". É o típico casal pós-moderno. Ele, o fracassado, 43 anos, desempregado, passa o dia dormindo ou "tostando" na praia. O único móvel em sua casa é uma geladeira, onde guarda a sua única muda de roupa, tomates, algumas cervejas, uma garrafa de vodca e um vidro de azeitona. Sua companhia é um gato, segundo ele formidável, que come azeitona e cospe o caroço fora. Tem também uma caixa de cerveja cheia de gibis e um livro de poemas do Walt Whitman, que ele lê para o gato. Ela é a fodona. Profissional bem-sucedida, cheia de iniciativa, mal-humorada, divorciada, que não arruma tempo para visitar o próprio filho, e odeia gatos.
Em meio a tantas diferenças, eles percebem o quanto se amam, e o quanto é difícil para os dois viverem juntos. Em certo momento, o personagem do Bortolotto, o Rassan, um gaúcho com nome de árabe, morando no Rio de Janeiro, que não gosta de comida árabe e nem de chimarrão, solta a frase que me marcou. Era nais ou menos assim:
"Às vezes eu acho que a vida é assim como uma azeitona, você come a parte boa, cospe o caroço fora... e aí gatinho vai rolando o caroço pra lá e pra cá... Eu acho que não consigo rolar o caroço, não rolo nada, deixo as coisas acontecerem..."
Gente, isso foi fantástico. A vida é isso mesmo... Uma azeitona. Se bem que eu sempre tive a mania de comer a azeitona e depois engolir o caroço. Não vou ficar divagando sobre o assunto, façam suas análises. Mas é psicologia de botequim de primeira. Até me imagino no boteco, com aquele amigo desabafando. Peço um pratinho de azeitonas pro garçom e solto: "A vida é como uma azeitona...". E depois ainda faço o cara pagar as azeitonas.

Quarta-feira, Junho 07, 2006


Amanhã você me liga???

Gente... vamos ser sinceros. Alguém ainda acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa ou Homem que Liga no Dia Seguinte?
Olha, se você é mulher, considere-se vitoriosa se o cara te levar até o ponto de ônibus, e se ache a fodona se ele te deixar em casa. Não tenha esperanças se ele te pedir o número de telefone, afinal um número de telefone feminino no celular de um homem, é como uma "galeria de troféus" particular. E se ele realmente contrariar a lei da natureza e te ligar no dia seguinte, pode crer que você foi abençoada.
Aliás, acho interessante o jogo da sedução moderno. Os dois lados tentam mostrar que estão pouco interessados. Quem demonstra qualquer coisa primeiro, perde ponto.
Exemplo prático:
Jorge Heitor e Mariana Carolina estão no mesmo bar. Ele se levanta e pergunta se pode se sentar ao lado dela, ela acende um cigarro e fala com certa naturalidade, "Pode, à vontade". Placar parcial, 1 a 0 pra Mariana Carolina.
Durante a conversa, ela comenta que acabou o cigarro. Jorge Heitor saca na hora o cigarro e o isqueiro e rapidamente acende pra ela. Placar parcial 2 a 0 pra Mariana Carolina.
Mariana Carolina se levanta pra ir ao banheiro. Ao voltar, propositalmente coloca sua cadeira mais perto da dele. Diminui a vantagem, 2 a 1 pra ela.
Jorge Heitor encontra um amigo em outra mesa. Pede licença e diz que volta em cinco minutos. Fica doze minutos e meio falando sobre futebol, cronometrados por Mariana Carolina. Empate no placar.
E assim segue até depois do beijo, quando o jogo continua empatado. Nos acréscimos, o primeiro que pedir o telefone do outro, garante o resultado. Os dois esperam até o fim, ninguém pede o telefone e partida termina empatada. E os dois saem vitoriosos, mas certos de que pela pouca atenção que a outra parte deu, nem adiantava insistir.
O problema é quando a partida termina em 0 a 0. Os dois jogam na defensiva e sequer um golzinho sai. O jogo é chato e no dia seguinte, nenhum lembra nem o nome do outro, e às vezes até torce para que não haja nova partida. Agora um jogo aberto pode terminar em 5 a 3, 8 a 4, 7 a 2, mas o outro time sempre vai querer a revanche.
Bom, pode parecer imbecil, mas acho que a comparação que eu fiz ficou melhor que a do Latino...

Segunda-feira, Junho 05, 2006


Mais um fim de semana...

Mais um fim de semana. E como tem sido muitos dos meus, sem grandes loucuras. Nessa nova fase do blog, verão pouco minhas aventuras noturnas cheias de encrencas. Mas para quem gosta, não tem problema. Estou finalizando, com mais três colegas, e por ocasião do Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade o livro "A terceira margem de sampa". O livro relata uma noite em nove baladas tidas como underground no centro velho e centro novo de São Paulo. Assim que passarmos pela banca examinador, aviso aqui, e aí quem quiser, me avise que mando o livro em pdf por email.

Sexta-feira, na mesma bat-hora e no mesmo bat-bar. Com a diferença de que a tarde tinha vindo de um churrasco (é bom estar de férias, pena que seja minha última semana). Até que o bar estava movimentado, e conheci pessoas muito interessantes.

Chego lá e vejo uma mulher linda, sentada com o Ione. Para quem nunca ouviu minhas histórias de bar, esse é um cara que parece o E.T., que dava as caras no Ratinho e Gugu. Dei esse apelido a ele quando ele cismou (e até hoje tem essa cisma) que viu eu e o meu amigo Norba, no programa da Ione. Achei isso muito estranho por dois motivos:
1) Nesse bar é praticamente impossível aparecerem mulheres bonitas.
2) O Ione nunca estaria junto com uma mulher, quem dirá, uma mulher bonita. Aliás, acho que sou o único que converso com ele no bar.
Depois de um tempo de conversa, ele vira pra mim e fala: "Cara, eu tava tomando minha cerveja e essa mulher sentou aqui do meu lado. O que eu faço?"

Explicado o caso. Me sentei com os dois e puxei papo com a menina. Pouco depois chega o Pedro, com uma amiga sua, a Marie. Arrumamos uma mesa e vou me sentar com eles. Quando vejo que o papo deles está começando a se tornar pessoal, resolvo deixar os pombinhos e fazer companhia ao Ione e à sua bela companhia feminina. Converso um pouco com a menina e logo percebo que ela não é puta. Tem um bom papo, bom gosto e além de tudo é muito simpática, valeu a pena tê-la conhecido.

Mas aí chegam o Fernando e o Piske, já perto da meia-noite. O Piske é um amigo nosso da época de colegial, mas que raramente sai com a gente. Sentam-se com o Pedro, mas já engatei um papo com minha nova amiga e deixei para me juntar a eles depois. Também estavam no bar, o Luis e o Marco Aurélio. O Luís sentou um pouco com a gente, mas logo foi embora, tava um pouco cansado ou travado, sei lá. E antes que me esqueça, esse bar tem videokê, e logo eu fui com o Marco Aurélio cantar "Não se vá". O interessante é que o gay da dupla, o Marco, fez a voz masculina, e eu, hetero, fiz a feminina. E como sempre, a galera aplaudiu.

Conversei um pouco também com a Marie, a amiga do Pedro. Simpaticíssima, lembrava muito uma amiga minha, a Paulinha. Era a primeira vez que ela ia naquele bar e parece ter gostado do lugar. Já o Piske não curtiu. Bom, não é todo mundo que gosta de um bar no fim da Consolação, onde a maior parte dos freqüentadores é gay e as pessoas costumam ignorar as placas dos banheiros masculino e feminino, até porque o feminino é o único que tem luz e tranca na porta. Mas eu sou suspeito pra dizer, já que adoro o lugar e bato cartão lá. Gosto de ir num lugar, onde é normal sentar na mesa de alguém que você não conhece e começar a puxar papo.

Outra pessoa legal que conheci foi o Toshio. Um chef de cozinha que disse que qualquer dia me chama para um dia gastronômico. Um cara muito legal, e como adoro comer, conversamos sobre todo tipo de rango. A Marie também chegou a sentar comigo e com o Toshio um pouco, mas não participou muito do papo.

Eu já estava um pouco bêbado e pra variar tinha levado cantada de dois caras. Fernando, Piske, Pedro e Marie foram embora. O Marco Aurélio já tinha sumido e o Toshio também se mandou. Dispensei a carona do Fernando e fiquei mais um pouco, conversando com uma figura mais bêbada que eu. Olhei pra trás e vi o Ione dormindo sentado. Mas percebi em seguida, que a Elaine, minha nova amiga do começo da noite, tinha voltado. Estava com dois amigos, conversei mais um pouco com ela, encontrei um outro amigo, o Elias, dono de outro bar lá perto. Tomamos uma cerveja juntos e fui embora.

No dia seguinte, aquela dor de cabeça. E sábado, novo rolê. Mas isso, outro dia, se eu tiver afim, conto isso.