Quinta-feira, Novembro 10, 2005





Aqui estou de volta. Dessa vez vou colocar a balada do fim de semana. Vou falar pouco, já que a maioria das pessoas está cansada de me ouvir falar das últimas loucuras. Antes que me perguntem, eu não sei quem são essas pessoas da foto. Estava andando pela Paulista e resolvi fotografá-los.

E lá vai.

Sábadão e como sempre, estava em casa e não sabia onde ia ser a balada. Só sabia que ia dar merda, afinal, esse é sempre o meu propósito. Pelo msn, decidi com o Estevão que iríamos no Café Aurora, aliás, era tentadora a proposta de chope e caipirinha na faixa até a meia-noite. Combinamos com a Naia e o Alex de nos encontrar no metrô e seguir para lá. No metrô, uma surpresa... os colegas Oz e Roberto também estavam lá. E seguimos a gangue para o Aurora.
Chegando lá, tivemos que falar para a "hostess" que viemos para o aniversário de uma tal de Larissa. Deu certo e pagamos 2 reais a menos de entrada. Só que não conhecíamos essa tal Larissa, e mesmo assim sentamos numa mesa reservada a ela.
Para não arrumar encrenca, o Marcelo foi brilhante ao virar do outro lado o papel escrito o nome dela, e escrever o dele, deixando a mesa reservada a nós.
Daí em diante, sucedeu-se uma infinidade de copos de chope e caipirinha na mesa. Lembro-me de tomar um após o outro, até o momento em que o relógio bateu meia-noite e a caipirinha virou abóbora.
Lembro-me de cambalear até o banheiro e despejar no vaso sanitário, parte do consumo da noite. Em seguida, saí do banheiro, econtrando alguns conhecidos e tirando foto com alguns desconhecidos. Aliás, estou até agora tentando decifrar quem tirou foto comigo. Ah, e finalmente conheci a tal da Larissa. Por sinal, uma princesa, que certamente não perdi a oportunidade de tirar uma foto ao lado.
Depois de um tempo, encontrei o Estevão cambaleando pela casa. Segui com ele ao banheiro, e por pura diversão peguei um rodo e saí com ele. Na volta, o Estevão foi parado por um grupo na escada. Eu que já tinha passado batido, voltei para ajudar o meu amigo encrenqueiro. Ouvi os caras dizendo que ele tinha dado em cima de uma mina que tinha namorado. Depois me lembro do segurança arrancando o rodo da minha mão e jogando o Estevão pra fora da balada. Fiquei um tempo conversando com outra "hostess" e voltei pra dentro. O Estevão fico lá fora com o Marcelo, que já estava dormindo no chão.
Fiquei mais um tempo lá, tirei mais algumas fotos com desconhecidos, e resolvemos sair. Afinal, o cara que causou a expulsão do Estevão estava saindo também. Lá fora, discutimos um pouco e fomos embora.
No caminho, entrei em algum lugar. O Marcelo me tirou de lá, mas antes peguei uma galinha. Daqueles que servem pra segurar a porta, toda recheada de areia. Brinquei um pouco com a galinha, tiramos foto com ela. Quando me cansei, joguei ela na rua e o carro arrebentou ela. Guardei a carcaça de recordação.
No final, após uma foto no posto, tentando beber gasolina, fomos pra casa. Fui com a Naia e o Roberto, e no caminho ainda tentei roubar um banquinho na barraquinha de dog, mas o vendedor correu atrás e tive que devolver. No caminho, ainda tirei a foto que abre esse post.
Cheguei feliz, alegre, bêbado e satisfeito em casa. Com um conclusão:
"Não existe gente mais legal que a gente"

Sábado, Novembro 05, 2005



Aqui estou de volta com a novela. Peço que desculpem a demora para atualizar, mas eu estava meio de saco cheio. Como ontem tomei algumas, arrumei inspiração pra hoje. Espero que no quarto capítulo, alguns erros apontados não tenham sido corrigidos. Afinal, esse lance de pedir sugestão é pra aumentar a audiência, mas o autor da novela sou eu, então só acontece o que eu quero.
Antes de iniciar, peço que continuem me enviando sugestões.

Quarto Capítulo - Rumo a Fortuna

Após muitos solavancos, trancos, barrancos, guerra de esterco e tudo mais, Almir, Rosinha, Tonhão e Cabaço seguiram seu caminho. Em certo momento, pularam do caminhão e adentraram a cidade em busca do mar. Quando chegaram à praia, se sentiram um pouco constrangido, ao ver todos que lá estavam, olhando para eles sem parar.

- Rosinha: Bando de loucos, será que nunca viram quatro amigos sujos de merda, indo se lavar no mar?

Quando entraram no mar, as pessoas que estavam em volta saíram, mas isso de nada importava a eles, que se deleitaram com um delicioso banho de água salgada. Começaram a brincar de dar caldos um no outro, mas resolveram parar depois que Tonhão quase matou Rosinha afogado.
Resolveram passear pela praia, destruir alguns castelos de areia e ver se arrumavam algumas meninas. Depois de fazer algumas crianças chorarem, Almir se encantou com uma menina de biquíni, deitada na areia, tomando sol e foi conversar com ela:

-Almir: Oi, você vem sempre aqui?
- Menina de biquíni: Vinha mais quando a praia não estava infestada de malas.
- Almir: Tenho certeza que te conheço de algum lugar
- Menina de biquíni:É por isso que não vou mais lá.

De repente, o tempo escurece, o sol some. Quando Almir olha pra cima, vê um homem alto, forte e bronzeado. A menina se vira e fala com o homem.

-Menina de biquíni: Oi amor!!!
-Namorado da Menina de Biquíni: Esse tampinha do seu lado é seu amigo?
-Menina de biquíni: Não amor, é um daqueles malas que insistem em perturbar meu banho de sol.

Nisso, o Namorado da Menina de Biquíni segura Almir com uma das mãos pelo pescoço, ergue ele na altura dos olhos e fica encarando. De repente, o sol escurece, o sol some. Quando o Namorado da Menina de Biquíni olha pra cima, vê Tonhão.

No final, tudo dá certo, e todos tiram uma foto com a Menina de Biquíni e o Namorado da menina de Biquíni enterrado na areia até o pescoço. E saem felizes a cantar.

Finalzinho da tarde. Cabaço está brincando de se enrolar a milanesa, quando ouve um miado. Olha para o lado e vê um gato. Olha de novo e percebe que não é um gato qualquer, mas um gato sem rabo. No mesmo instante lembra-se do gato que atropelaram no caminho. Pensa em chamar os amigos, mas uma terceira olhada não encontra mais o bichano.

A noite vai caindo, e o dinheiro é curto. Os quatro vão conversando, tentando arrumar um programa que valha a pena. Passam num supermercado e compram duas garrafas de vinho.

- Almir: E agora? Só temos vinte e cinco centavos, o que vamos fazer
- Rosinha: Putz, vinte e cinco centavos num dá nem pro Engov
- Tonhão: Vamos pedir dinheiro pra alguém?
- Cabçao: Não, isso é muito humilhante, até para nós.

Passam então na frente de um boteco, a primeira coisa que vêem é uma máquina de caça níqueis. Entreolham-se, e nada precisam dizer.

- Rosinha: Deixa que eu aposto, costumo dar sorte.
- Cabaço: Você dá tudo, menos sorte Rosinha, deixa que eu jogo.
- Almir: Parem de brigar, quem vai apostar nessa merda sou eu.

Almir coloca a moeda, aperta o botão e a máquina não roda. Aperta de novo e nada. Xinga, dá socos e pontapés na máquina sem resultado. Senta aborrecido num canto, quando Tonhão chega e dá um leve soco na máquina. No mesmo instante ela começa a rodar, chacoalha um pouco e pára... sete, sete e limão. Suspiram decepcionados, Tonhão dá outro soco e o limão desce para sete. A máquina começa a cuspir moedas sem parar, para a alegria dos nossos heróis.

- Rosinha: E agora, para onde vamos com essa grana toda:
- Tonhão, Almir e Cabaço: “Puteeeeeeiroooooooo!!!!!”

E agora? O que farão com Rosinha no puteiro? Lembrarão eles de comprar camisinhas? Terão bons puteiros na Praia Grande? Terá a MSI comprado o STJD no episódio da anulação dos jogos? E na bundinha? Não vai nada não? Quase tudo isso e mais, você confere no próximo capítulo de “Cervejas, Resmungos e Insanidades”, a novela mais fútil da história das novelas.

Terça-feira, Novembro 01, 2005


Tem gente mais legal que a gente?

Bom gente, conforme o prometido, cá estou novamente com o diário, ou melhor “semanário” de baladas. Dessa vez, rodada dupla no sábado, churrasco à tarde e role pela paulista de madrugada.
Churrasco já marcado há um tempo, eu estava um pouco desanimado, já que a adesão tinha sido menor do que a esperada. Para piorar, acordo as seis da manhã com barulho de chuva na cabeça. Felizmente o sol voltou, e feliz, acordei as oito pra terminar de arrumar as coisas. E toca pro mercado pra comprar cerveja, carvão e gelo.
Uma hora da tarde, chega o Norba, logo em seguida, Estevão, Marcelo e Etieri. O churrasco começou a ganhar corpo e o isopor a perder cerveja. Eis que o interfone toca e chega o Jairzão, colega do banco, e sua esposa Ju. Os dois já chegam de ressaca, por causa da noite anterior. Da Caixa ainda chegaram o Rubão, o Clebão, Pita e a namorada, Zé Bonitinho e a esposa, Cida com o marido e o filho e o Robinho. Não pude deixar de estranhar a sobriedade do Jair, o que certamente tirava muito do brilho do churrasco. Para animar um pouco, o Norba chamou seu grupo de pagode pra fazer um som.
Em um certo momento, desci pra comprar carne com o Marcelo e o Estevão. Deixamos as latinhas de cerveja que bebíamos no guarda-volumes e entramos. Voltamos, temperamos a carne e em menos de meia-hora estávamos de volta no churrasco. Nessa meia-hora as coisas se acertaram, Jair devidamente bêbado abraçando meu pai e o povo animado ao som do pagode do grupo Cabaré.
O churrasco foi rolando, até que o Estevão resolveu dormir no chão. E lá ficou, até que começou a chover. Eu e Marcelo erguemos o cara, descemos com ele e jogamos na minha cama. Mais um pouco de festa, e o pessoal resolveu ir embora. Eu, Norba, Estevão e Marcelo, tínhamos combinado de dar uma passada em outra festa. O problema foi acordar o Estevão. Depois de muitos tapas na cara e uma pedra de gelo dentro da calça (a cueca dele já tínhamos tirado antes num cuecão), ele resolveu levantar.
No caminho para a outra festa, encontramos meu pai, Jair, Rubão, Clebão e Ju no boteco. Seguindo em frente, o Estevão resolveu sentar na guia e arrumar a barra da calça. Depois disso não vimos mais ele. Ficamos um tempo na festa, e então subi com o Marcelo pra buscar a Naia no metrô. De volta à festa com a Naia, quase briguei com um mala que tava dando em cima dela, mas logo o cara foi embora e nós também.
Rumamos para o bar do Samuca (ver post “Meu amigo Samuca”), na Frei Caneca. Depois de tomar algumas cervejas e ver a Naia alegre com meia-caipirinha, fomos visitar as vaquinhas na Paulista. Para quem não sabe, a Av Paulista e outros pontos da cidade de São Paulo estão infestadas de estátuas coloridas de vacas. Tiramos algumas fotos montados ou currando as vaquinhas e paramos no Masp para descansar. E lá passamos o resto da madrugada.
Chego morto em casa, quase sete da manhã e vejo três góticos sentados na pracinha em frente. Cada um com uma garrafa na mão, brindam, enquanto entro em casa.