quinta-feira, outubro 27, 2005


Antes de iniciar o terceiro capítulo da nossa sensacional saga, vou deixar um recado. Muitos reclamaram do reposicionamento do site. Quero deixar claro, que o replacement é uma estratégia de marketing muito utilizada quando o produto ou a marca não está dando os resultados necessários.
Foi isso que fiz, a audiência do blog quando troquei o diário de baladas pela novela subiu consideravelmente.
Mas como sou jornalista e não marqueteiro, vou dar uma colher de chá. A partir de então, os domingos ou segundas-feiras (dependendo da ressaca) serão os dias destinados ao diário de balada. E durante a semana, teremos um ou dois capítulos da novela.
Deixo claro também, que os comentários são o termômetro do site. Por isso, comentem, opinem sobre a novela, sugiram personagens ou eventos. E principalmente, divulguem para os amigos e principalmente inimigos.
Pra finalizar, queria deixar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra você.


Capítulo 3 - Grande Merda


A Kombi trepida, ouve-se um miado agudo, derrapa, mas aos poucos o motorista consegue recolocar a Kombi no caminho:

Motorista: - Porra, seu gordo do caralho, quer matar a gente?
Almir: - Ei seu merda, vê se dirige direito, a culpa não é do Tonhão não.
Motorista: - Já chega, todos vocês desçam da Kombi e vão a pé pra essa merda de praia.
Cabaço: - A pé o caralho, a gente pagou cinco reais cada um pra subir nessa porra, fora o baseado que você serrou, agora vai ter que levar a gente até lá.
Rosinha: - Gente, parem de discutir, temos que ver o que aconteceu com o gatinho. É capaz desse filho da puta ter matado ele.

Nisso, todos saíram a procurar o gato:

- Rosinha: Gatinho, vem cá gatinho lindo
- Almir: Ei bichano, vem cá com o titio

Em seguida ouvem o barulho do motor da Kombi e quando viram, ela já sumia na estrada;

- Cabaço: Porra, vocês ficam procurando essa porra de defunto de gato e o viado deixou a gente na estrada.
- Rosinha: Mas Cabaço, aquele pedaço era viado? Porque você não contou o babado antes.
- Almir: Caralho Rosinha, deixa de viadagem, a gente tá perdido no meio da estrada, e com a consciência pesada por causa do gato.
- Cabaço: Bom, então vamos procurar o gato e depois a gente decide o que fazer.

Passaram um bom tempo procurando e nada de gato. Até que Tonhão apareceu com um rabo felino nas mãos.

- Cabaço: Puta que o pariu Tonhão, aonde você achou isso?
- Tonhão: Tava largado na estrada. Deve ser do gatinho.
- Rosinha: Mas e aí, será que o gato morreu? Pode uma gato viver sem o rabo?
- Almir: Gente, guarda o rabo – E nada de piadas Rosinha – e vamos pensar no que fazer.
- Rosinha: A única saída é pedir carona.

Passaram carros e carros, mas ninguém quis dar caronas a quatro loucos, principalmente quando entre eles havia um ser de quase dois metros de altura e um rabo de gatos na mão.
E como num bom filme-americano-clichê-de-jovens-aventureiros-esquisitos-em-busca-de-diversão, arrumaram carona na carroceria de um caminhão carregado de vacas.

- Almir: Se não fosse o animal do Tonhão, já estaríamos lá.
- Rosinha: Mas não foi ele quem quis viajar numa Kombi caindo aos pedaços. E nem de fumar um baseado lá dentro. Também não passou o bagulho pro motorista.
- Cabaço: Pois é, e quem resolveu sair da Kombi pra ver a porra do gato?

Nisso, Cabaço partiu pra cima de Rosinha, os dois trocaram alguns tapas. Almir tentou separar, e foi derrubado num monte de estrume. Pegou um bocado daquela matéria e atirou em Rosinha, mas acertou em Cabaço, que devolveu um punhado na cabeça do amigo gay. A guerra de merda bovina ia bem, até acertarem acidentalmente uma bomba na cabeça de Tonhão. Acabaram os três, abraçados, de boca no monte de merda.

E agora? Chegarão nossos heróis seguros na Praia Grande? O que faria uma carregamento de vacas na Praia Grande? Daonde saiu tanta merda? Pode um gato sobreviver sem o rabo? Como pode peixe vivo viver fora da água fria?
Não percam o próximo capítulo de ah... vocês sabem!!!

domingo, outubro 23, 2005


Capítulo 2 -
A Lata Velha

Almir, Cabaço, Tonhão e Rosinha seguiram pra Praia Grande. Só que a grana era muito curta, e tiveram que procurar uma lotação mais barata para descer a serra. Arrumaram uma Kombi 72, que cobrava o preço que estava “dentro de suas possibilidades”. A Kombi saiu sacolejando de São Paulo quando eles resolveram puxar papo com o motorista.

- Almir: E aí cara, essa Kombi já deve ter muitos anos de praia!
- Motorista: Mais ou menos o tempo que sua mãe tem de cama.
- Almir: Ah... Foi mal

Depois de descobrir que o motorista num era muito de papo, pairou um certo silêncio na Kombi, só quebrado pelos sacolejos do veículo. De repente Cabaço tira um lenço enrolado do bolso. Abre o lenço tira uma porção generosa de maconha.

- Cabaço: Alguém tem seda aí?
- Almir: Porra cara ,leu meus pensamentos. Ei Rosinha, você trouxe a seda?
- Rosinha: Deixei com o Tonhão.

A conversa é interrompida com um forte espirro de Tonhão. Só que ao invés de dizer saúde, todos gritam um sonoro: “Puta que o pariu!” É que nesse momento, eles viram Tonhão assoando o nariz no valioso guardanapo que eles haviam pegado num boteco em São Paulo. O desespero foi geral, todos reviraram suas coisas, atrás de qualquer pedaço de papel, que pudesse servir de seda. Foi quando acharam nas coisas de Rosinha, um ingresso de cinema, do filme “A noite de amor de Davi e Golias”. Os olhares todos se voltaram para Rosinha, a espera de sua justificativa.

- Rosinha: Gente, qual é o espanto? Golias era grandão mas não era machão.

No momento, todos olharam para Tonhão, sem poder conter o riso. Rosinha, com suas delicadas e hábeis mãos, enrolou a erva no ingresso. Deu a primeira, e o baseado seguiu por Tonhão, Almir, Cabaço, Motorista e voltou para Rosinha. Após um breve período de descanso, passaram a falar besteiras, até que Almir e Cabaço começaram a se balançar dentro da Kombi. Rosinha, morrendo de medo, não parava de reclamar. O problema foi quando Tonhão quis entrar na brincadeira

-Motorista: Caralho, pára de balançar essa porra, senão a lata velha vai capotar.

O motorista perdeu o controle da Kombi que foi indo em direção a um gato que passava na pista do lado.
E agora? Irá o motorista atropelar o gato? Terá o autor da novela, problemas com a Sociedade Protetora dos animais caso isso ocorra? E Rosinha? Com quem terá ido ver “A Noite de Amor de Davi de Golias?” E a mãe? Tá boa?
Não perca o próximo capítulo de “Cervejas, Resmungos e Insanidades"

sexta-feira, outubro 21, 2005

EXTRA EXTRA - MUDANÇAS NO BLOG - A PRIMEIRA NOVELA ASSUMIDAMENTE FÚTIL - SÓ AQUI


Mudanças radicais no blog. Quando comecei a escrever, queria fazer disso um espaço de variedades. Mas o caminho que acabei tomando e por um tempo, até agradando foi o de uma espécie de "diário de baladas". O meu maior sucesso nessa linha foi o post "Chapolim Colorado no País das Maravilhas", com 10 comentários. Após meu último post, sobre o show do Rogério Skylab, percebi que a freqüência de visitas caiu bastante, indo de uma média de 8 por dia para 5, ou seja, queda de 38% aproximadamente.
Preciso aumentar a audiência do blog, antes que ele esteja fadado ao ostracismo, sem render sequer um Prêmio Esso de Jornalismo ao seu autor. Pensei em várias inovações, as mais eficazes para mim seriam divulgar pornografia e violência gratuita. Mas como minha mãe não deixou eu fazer isso e ainda me colocou de castigo, resolvi tomar outro rumo.
Vou escrever uma novela no meu blog. Mostrarei toda a minha ousadia e criatividade literária, rompendo com todos os padrões. Para começar, a novela falará de coisas completamente fúteis. Até aí, vocês devem estar achando que eu tô de brincadeira, afinal, ser fútil é o primeiro requisito para uma novela. Mas a diferença é que a novela é assumidamente fútil, e escrita por um novelista assumidamente fútil. Nosso diferencial é fazê-los de besta, sem precisar mentir. Em alguns momentos, algumas pessoas irão achara algumas lacunas no enredo. Isso tudo é feito propositalmente, para que leiam o capítulo seguinte, procurando a resposta e aumentando a audiência. Não a encontrarão, mas criarão mais dúvidas e alimentarão o sistema. Estréia agora a minha novela:

Cervejas, Resmungos e Insanidades -
Uma obra de Sir Rodrigo Abrahão

Capitulo 1 - Almir, seus amigos fúteis e sua mãe fútil


Almir. Pode não ser um nome especial, mas esse é o seu nome. Afinal, sua mãe também não pensou em nada especial quando ele foi gerado. Antenor chegou bêbado em casa e jogou a esposa na cama, gerando o filho, mesmo sob protestos. Todo protagonista de qualquer história tem que ter um conflito, de preferência um conflito familiar. Pois o conflito de Almir era esse, seu pai era um bêbado, drogado, que estava preso. Na verdade, por enquanto isso não vai influenciar a história, mas talvez em um episódio futuro, eu resolva utilizar o Seu Antenor.
Almir levava uma vida normal. Tem 20 anos. Largou a escola no 3º colegial, e todo ano tenta voltar a estudar e concluir de vez o 2º grau, mas antes do meio do ano desiste outra vez. Tem poucos amigos, é fácil vê-lo em alguns botecos ou puteiros no centro de São Paulo, fuma maconha e de vez em quando cheira cocaína. Não é muito chegado a namoros, prefere as “mulheres fáceis de vida difícil”. Almir trabalha durante o dia, é vendedor de uma famosa marca de purificadores de água. Como não temos nenhum contrato de publicidade, não vou citar o nome, mas se alguma marca quiser pagar o jabá, coloco o nome aqui. Uma de suas virtudes é a lábia, o que rende um bom salário no fim do mês.
Nossa novela começa quando Almir resolve passar o fim de semana na praia. Junto com ele, três amigos, Cabaço, Tonhão e Rosinha. Cabaço é o melhor amigo de Almir. Seu apelido remete à adolescência, quando foi o último da turma a perder a virgindade. Cabaço é legal, menos quando bebe. Nesse momento ele se transforma num cara muito legal, fazendo piadas geniais e divertindo a galera com as mulheres que arruma nesse estado. Tonhão é aquele personagem estereotipado, o burro da turma. E como todo “personagem-estereótipo-burro” tem quase dois metros de altura, mas é pacato, só entrando em briga para proteger os amigos. Resumindo, ele é o “personagem-estereótipo-burro-grandalhão-pacato-mas-que-quando-entra-numa-briga-acaba-com-uma-porrada-só”. Rosinha é o gay da galera. É aqui que quero mostrar toda minha ousadia e criatividade literária. Não há uma novela em que haja um gay que ande com uma turma de homens, sem meninas por perto. Rosinha é doce, meigo, mas não pouco afeminado. Bonito, faz sucesso com as mulheres, mas costuma ser discreto com seus bofes.
Um vendedor, um bêbado barangueiro, um brutamontes e um gay na Praia Grande. Onde vai dar isso? E a mãe do Almir, qual é o nome dela? Será que Rosinha é o único gay da turma? Quem matou Juca Pirama? Você vota sim ou não no referendo? Algumas das respostas para essas perguntas vocês encontram no próximo capítulo de “Cervejas, Resmungos e Insanidades”.

P.S. Outras perguntas não serão respondidas no próximo capitulo, e nesse caso, vocês irão levar a dúvida para o túmulo.

domingo, outubro 16, 2005



Vai meu garoto

Fim de semana movimentado. Cervejada na sexta, BooBoo no sábado e show do Skylab no domingo.
Sobre a BooBoo, há muito a contar, mas vou esperar chegar as fotos pra postar. Agora sobre o show do Todo Poderoso, do mestre Rogério Skylab, vai ser dito nesse post.
O cara é fenomenal. Ouvir ele cantar "Motossera", "Matador de Passarinhos", "Cu e Boca" e "Música para paralítico" ajuda a acalmar a alma.
Pois bem, fomos eu, Norba e Naia para o show. No caminho fomos cantando, mas algumas velhinhas no ônibus não gostaram muito de ouvir o refrão: "A primeira freira que passou... estrangulei..." Chegamos ao local e veio o temor, a maldição da menoridade (vide post "Barrados na Louca"). Mas dessa vez, a Naia não precisou mostrar o RG e conseguiu entrar.
Antes dele entrar, teve um showzinho de uma bandinha bacana chamada "Abmonistas". Um som legal, principalmente alguns trechos como "...Só porque eu te bato, vc não liga mais pra mim..." (Eu sou assim mesmo) e "É por isso que eu acho Deus filho da puta" (Eu não tenho pinto).
Enfim chegou o mestre... Rogério Skylab. Abriu com a excelente "Ninguém": "Olhem como se eu não fosse ninguém senão um, apenas um NINGUÉM!!!" Destaque também para sua versão do hino nacional em que abre "Luiz Inácio vagabundo filho da puta"
Skilab é contagiante, não havia ninguém na platéia que não se divertisse e tirasse do fundo do pulmão gritos como "... moça não compra cachorro quente não".. "tomou... no cu!!!" ..."mas tem uma trolha..." todas da música "Carrocinha de cachorro quente."
Muitos acham esse cara louco... mas de uma coisa eu tenho certeza... ele é um gênio. Será tardiamente reconhecido, mas será. Tem a habilidade de condensar um tonelada de ironia em um verso, que ao mesmo tempo que sugere muita coisa, diz outras diretamente, sem rodeios.
Não tem medo de fazer troças com artistas ou com ele mesmo. Consegue desconstruir, ou melhor, destruir mesmo, todos os padrões possíveis, como se jogasse uma bomba atômica. As pessoas saem de seu show, rindo de sua própria mediocridade.
Não vou falar mais sobre ele, quem quiser que procure se informar. O site é www.rota66.com.br/skylab. Ouçam suas músicas, além de rirem muito vão entender o que quero dizer.
Ah, e não poderia deixar de relatar, que a Naia conseguiu a palheta do violonista da banda dele. Acho que de tão alegre, quase fez a gente se perder no caminho de volta ao metrô. Tudo porque queria mostrar o Pet Shop onde ela trabalha. Mas aos trancos e barrancos, eu e Norba deixamos ela em sua casa, e seguimos felizes da vida entoando mantras skylabianos.

Palavra do Senhos

quarta-feira, outubro 12, 2005


Quando acabar o maluco sou eu

Mais um dia, uma terça feira, como todas as outras. Não fosse um detalhe, era véspera de feriado. A balada escolhida não poderia ser melhor, show de Roberto Seixas, o cover oficial do Raul Seixas, no V2 Moto Bar, na zona norte.
No começo, fiquei meio assustado com a quantidade de motos na porta (natural para um bar de motoqueiros), mas depois vi que a casa era muito boa.
Depois de tomar algumas cervejas com os amigos num bar do lado, e apostar a respeito de uma mandioca frita envelhecida na estufa (que nem por dez reais quiseram degustar), entramos no V2.
De cara pedi o drinque da casa, chamado veneno V2 ao preço de três reais a dose. O único componente que quiseram me revelar foi a vodca, o outro que reconheci, era a canela. O restante... segredo da casa. Com muita fome, ainda comi uma carne louca e tomei um caldo verde (que por sinal era vermelho). Ainda pedimos algumas cervejas, que nos foram servidas em copos de plástico.
Fui ao banheiro, acompanhando do colega Estevão. Me surpreendi ao ver uma planta no canto do banheiro. Me surpreendia mais ainda, ao ver um aviso logo ao lado "Favor não mijar na planta". Mas a maior surpesa foi ver que ainda assim o Estevão mijava na plantinha.
Acabou o veneno, tive que tomar vinho e uma dose de Passport. Depois disso, pulávamos abraçados com pessoas que nem conhecíamos cantando: "Pois eu transformo água em vinho, Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel. Pra mim não exixte impossivel Pastor João e a igreja invisivel"
Fomos embora cedo... mas o pico é uma boa dica. Uma ótima balada podre... bem a meu gosto

terça-feira, outubro 11, 2005

Os Pulmões de Maçã

Sábado, duas horas da tarde. Atendo uma ligação do Estevão, que não me encontraria em casa se me ligasse vinte minutos depois. A proposta: um churrasco, no mesmo dia a noite. Poucas pessoas, só para assar uma carne e tomar algumas cervejas.
E oito e meia da noite nos encontramos no Metrô Barra Funda e fomos comprar carne e bebida. Eu, Estevão, Marcelo e Naia.
Pouco depois, estávamos começando a assar a carne na casa da tia dele. Mais tarde chegam o Emanuel e a Tais.
Aqui começa a aventura desse fim de semana.
Amizade rolando solta... o pessoal começando a beber, uns discutindo política, uma carninha gostosa (é bom lembrar Estevão, carne pra churrasco é fraldinha e não alcatra viu...?), tudo como planejado. De repente, aparece o Estevão com ele. Ele, o anfitrião da noite, o todo-poderoso... ARGUILE.
Para quem não conhece, o arguile, ou narguilé (os dois estão certos) é um utensílio indiano, muito usado por árabes. É composto de 4 partes (achei isso na Internet):
* AGIZLIK (bocal)
* LÜLE (topo do narguilé)
* MARPUÇ (o cano)
* GÖVDE (corpo do cachimbo, que é preenchido com água)
É mais ou menos assim. Queima-se o tabaco com carvão que passa pela água que absorve a nicotina e limpa a fuligem. A fumaça passa pelo cano e fumo chega limpinho e doce. O fumo é feito do tabaco, com melaço e no nosso caso, maçã.
Qdo entrou o arguile, a galera se animou, ainda mais depois que trocamos a água por Ipioca. Literalmente, fumamos pinga. O som rolando, todo mundo bêbado, e falando merda, o colega Marcelo conseguiu a proeza de apagar a churrasqueira com álcool Zulu. Aos poucos começamos a dormir, e dar um arrego.
O dia seguinte começou mais sossegado, sentados no meio da rua em frente a casa, tomando cerveja e conversando. Até a hora que começou a guerra de Xingu, com todo mundo tomando banho de cerveja preta.
Tomei meu banho, lavei minha camisa deixei pra secar no portão. O Estevão e o Marcelo foram comprar mais carne e eu fiquei dormindo mais um pouco no sofá enquanto a Naia tocava bateria no meu ouvido.
Chegou mais carne, comemos e voltamos a cerveja e ao arguile. Tinha uma pilha de latinhas de cerveja que insistia em se acumular no canto, mesmo que eu sempre as derrubasse. Pobre é foda, fica empilhando latinha pra dizer que bebeu muito. Algumas garrafas de Xingu quebradas, latas de cerveja espalhadas por toda casa, e vômito no chão (acho que o tomate não me caiu bem). Acho que era hora de arrumar a casa.
Jogamos um pouco de água pela casa e recolhemos a latinha. Eu e o Marcelo, recolhíamos o lixo da sala, levávamos para a cozinha, onde estava o arguile, e dávamos mais uma pitada. Daí fui dormir um pouco enquanto os outros faziam a faxina pesada. De repente entra no quarto o cara chega desesperado: "Chapolim, cadê o arguile!!" Putz... o cara quase teve crise de abstinência.
Na volta, inda para o metrô, começou a brincadeira imbecil de um fazer cuecão no outro. O resultado foi que Eu, o Marcelo e o Estevão voltando pra casa com a cueca rasgada no ombro. E a Naia apressando a gente, pq tinha que chegar cedo em casa... quatro loucos no meio da rua.

Lembrando que praticamente que só Eu, o Marcelo e Estevão bebemos
Saldo do final de semana:

5 caixas de cerveja
1 garrafa de Ipioca
6 Xingus
Meio pacote de fumo pra arguile, sabor maçã

Aí eu lhes pergunto mais uma vez:
"Tem gente mais legal que a gente?"

quinta-feira, outubro 06, 2005


Meu amigo Samuca

Bom... muitos devem se perguntar o que faço beijando a careca de uma bicha velha...
Posso enumerar diversos motivos:

- Apoio a diversidade sexual - abaixo esse preconceito besta contra os homossexuais
.
- Respeito aos mais velhos - podem ver que ele é muito mais velho que eu. Não poderia negar o pedido de um senhor que inspira tanto respeito.

-Oportunidade de negócio - O vovô é cliente da agência da Caixa em que eu trabalho, e bajular um pouco pode render bons frutos.

São bons motivos, mas vou enumar as verdadeiras razões de tal atitude:

- 4 cervejas
- 2 copos de vinho
- 2 ipiocas na "porradinha"

sábado, outubro 01, 2005


Barrados na Loca

Antes de começar, apresento a minha colega Samar... ops Paulinha. Não sou muito de colocar fotos no blog, mas não tem como recusar um pedido dela. Aliás, já aviso, agora que o blog tem feito sucesso, pedidos de fotos devem ser feitos com 48 horas de antecedência e submetidos a aprovação.
Mais uma sexta-feira... dia estressante, tudo o que precisamos num dia desses é de algumas cervejas para espantar o baixo-astral. Empolgados com minha última aventura, Estevão, Tiago e Naia resolveram ir comigo na Loca para ver se o lugar realmente era tão mágico como eu havia relatado.
Antes disso, uma cervejinha num boteco pouco abaixo da Loca. Enquanto estávamos lá, chega o ilustre Clebão , com seu não menos ilustre amigo Jordan. Devidamente inseridos no contexto, e o papo continuou.
Lá pelas tantas, surge um senhor, do alto de seus 60 e poucos anos. Olha para mim, aponta-me o dedo e com uma voz um tanto quanto delicada me pergunta: "Você trabalha na Caixa, não é?". E eu pensando "Puta que o pariu, fui descoberto..." E a bicha velha se põe a falar sem parar, dizendo sobre seu namorado, suas preferências e afins. Depois de ouvir a bicha Samuel (Samuca para os mais próximos, Samuquinha para os íntimos, e Muquinha Boca de Ouro paras o mais ínitmos) me dizer que eu era um tesão, o Clebão sacou uma máquina fotográfica. E como pobre adora foto, todo mundo aglutinou em volta. Eu costumo cobrar por foto tirada, mas fiz pela amizade.
Após tirar uma foto beijando a careca do Samuel (que fique claro que foi depois de dois copos de vinho, algumas cervejas e dois copos de ipioca virados), fomos enfim para a Loca.
Eis a decepção. Esquecemos de um detalhe... a Naia é menor. E não teve papo com o segurança, aliás, achei muito indelicado de sua parte dizer que com 20 reais não faria nem a feira. O fato da menina apresentar o RG junto com uma nota de vinte, não signfica que ela queria suborná-lo.
A solução: A boa e velha 13 de maio. Lá a dúvida só era: "The Wall ou Aurora?" Acabamos no Dimitri, um barzinho meia-boca, mas que ao menos deu dois chopes grátis para cada um. Bastaram esses dois chopes e mais uma dose de vodca para causar um estrago no Estevão.
Que fique claro, que não tenho nada contra às pessoas que dormem em baladas, eu mesmo já fiz muito isso. Mas sou a favor que se durma na mesa, e não estirado no chão. O rock comendo solto, e o segurança disse que não era permitido passar mal deitado no chão da casa. Então levamos ele para a portaria e deixamos ele dormindo num canto.
Depois disso, contiuamos a diversão lá dentro (juro que quando derrubei a mesa e quando eu quebrei o copo, foi sem querer), até estarmos os três que restaram, dormindo na mesa. Achamos melhor então ir embora. Só que o Estevão não achava o mesmo, preferiu ficar dormindo na portaria.
Enquanto esperávamos a Cinderela acordar, a Naia comeu o famoso "cachorro-quente-de-porta-de-balada", enquanto conversávamos sobre nossas crises existenciais. Foi quando eu vi o segurança fechando a porta da balada. Eu levantei correndo pra falar com ele: "Ei amigo, não fecha não, acho que esquecemos nosso amigo lá dentro." Aos risos o cara abriu a porta lateral e pediu para eu retirar o colega. Duro foi tirar a comanda e o dinheiro do bolso dele pra pagar a conta.
Antes de sair de vez, pedi para usar o banheiro. E no fim da balada, lá estava eu, reinando no meu trono celestial, quando o segurança abre a porta: "Ô Chapulim, o que vc tá fazendo aí?, seus amigos estão te esperando..." Além do cara abrir a porta do banheiro, ainda me chamou pelo apelido... puta que o pariu...
Depois de tudo isso, perguntei pela décima quinta vez na noite para a Naia:
"Existe gente mais legal que a gente?"
"Não Chapolim, não existe."