Antes de iniciar o terceiro capítulo da nossa sensacional saga, vou deixar um recado. Muitos reclamaram do reposicionamento do site. Quero deixar claro, que o replacement é uma estratégia de marketing muito utilizada quando o produto ou a marca não está dando os resultados necessários.
Foi isso que fiz, a audiência do blog quando troquei o diário de baladas pela novela subiu consideravelmente.
Mas como sou jornalista e não marqueteiro, vou dar uma colher de chá. A partir de então, os domingos ou segundas-feiras (dependendo da ressaca) serão os dias destinados ao diário de balada. E durante a semana, teremos um ou dois capítulos da novela.
Deixo claro também, que os comentários são o termômetro do site. Por isso, comentem, opinem sobre a novela, sugiram personagens ou eventos. E principalmente, divulguem para os amigos e principalmente inimigos.
Pra finalizar, queria deixar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra você.
Capítulo 3 - Grande Merda

A Kombi trepida, ouve-se um miado agudo, derrapa, mas aos poucos o motorista consegue recolocar a Kombi no caminho:
Motorista: - Porra, seu gordo do caralho, quer matar a gente?
Almir: - Ei seu merda, vê se dirige direito, a culpa não é do Tonhão não.
Motorista: - Já chega, todos vocês desçam da Kombi e vão a pé pra essa merda de praia.
Cabaço: - A pé o caralho, a gente pagou cinco reais cada um pra subir nessa porra, fora o baseado que você serrou, agora vai ter que levar a gente até lá.
Rosinha: - Gente, parem de discutir, temos que ver o que aconteceu com o gatinho. É capaz desse filho da puta ter matado ele.
Nisso, todos saíram a procurar o gato:
- Rosinha: Gatinho, vem cá gatinho lindo
- Almir: Ei bichano, vem cá com o titio
Em seguida ouvem o barulho do motor da Kombi e quando viram, ela já sumia na estrada;
- Cabaço: Porra, vocês ficam procurando essa porra de defunto de gato e o viado deixou a gente na estrada.
- Rosinha: Mas Cabaço, aquele pedaço era viado? Porque você não contou o babado antes.
- Almir: Caralho Rosinha, deixa de viadagem, a gente tá perdido no meio da estrada, e com a consciência pesada por causa do gato.
- Cabaço: Bom, então vamos procurar o gato e depois a gente decide o que fazer.
Passaram um bom tempo procurando e nada de gato. Até que Tonhão apareceu com um rabo felino nas mãos.
- Cabaço: Puta que o pariu Tonhão, aonde você achou isso?
- Tonhão: Tava largado na estrada. Deve ser do gatinho.
- Rosinha: Mas e aí, será que o gato morreu? Pode uma gato viver sem o rabo?
- Almir: Gente, guarda o rabo – E nada de piadas Rosinha – e vamos pensar no que fazer.
- Rosinha: A única saída é pedir carona.
Passaram carros e carros, mas ninguém quis dar caronas a quatro loucos, principalmente quando entre eles havia um ser de quase dois metros de altura e um rabo de gatos na mão.
E como num bom filme-americano-clichê-de-jovens-aventureiros-esquisitos-em-busca-de-diversão, arrumaram carona na carroceria de um caminhão carregado de vacas.
- Almir: Se não fosse o animal do Tonhão, já estaríamos lá.
- Rosinha: Mas não foi ele quem quis viajar numa Kombi caindo aos pedaços. E nem de fumar um baseado lá dentro. Também não passou o bagulho pro motorista.
- Cabaço: Pois é, e quem resolveu sair da Kombi pra ver a porra do gato?
Nisso, Cabaço partiu pra cima de Rosinha, os dois trocaram alguns tapas. Almir tentou separar, e foi derrubado num monte de estrume. Pegou um bocado daquela matéria e atirou em Rosinha, mas acertou em Cabaço, que devolveu um punhado na cabeça do amigo gay. A guerra de merda bovina ia bem, até acertarem acidentalmente uma bomba na cabeça de Tonhão. Acabaram os três, abraçados, de boca no monte de merda.
E agora? Chegarão nossos heróis seguros na Praia Grande? O que faria uma carregamento de vacas na Praia Grande? Daonde saiu tanta merda? Pode um gato sobreviver sem o rabo? Como pode peixe vivo viver fora da água fria?
Não percam o próximo capítulo de ah... vocês sabem!!!




